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Memória e a preservação do patrimônio cultural

Na obra "Utopia" do escritor Thomas More é retratada uma sociedade perfeita, cujo corpo social é padronizado pela ausência de conflitos. Entretanto, diferentemente do ficcional, encontra-se problemas para a preservação do patrimônio cultural em território brasileiro. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ausência de verbas provindas do Estado para a manutenção de patrimônios culturais, quanto também da presença do fenômeno da chuva ácida, danificando os memoriais, e dessa forma, agravando o problema. Com base no supracitado, torna-se evidente a discussão desses aspectos, para que assim ocorra a normalidade da ordem social vigente.



Precipuamente, é fulcral pontuar que o óbice deriva da baixa atuação de setores governamentais. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes "O Estado é quem deve garantir o bem-estar de seus cidadãos" Todavia, o pensamento de Hobbes não se aplica no território brasileiro, e o exemplo dessa má postura estatal está presente na ausência do redirecionamento de verbas para a preservação de patrimônios históricos e culturais brasileiro, como foi o caso que ocorreu em 2019, onde o Museu do Bangu, antes casa de Santos Dumont, não será mais acessível ao público, devido a presença de grande quantidade de dívidas causadas pela ausência de capital provinda do governo brasileiro. A infração trás como consequência a perca de uma área de lazer, além de um objeto de estudo histórico imensurável, que em tese, deveria estar garantido pelo artigo 216 da Constituição Federal brasileira, para as gerações presentes e futuras.



Por conseguinte, torna-se necessário também destacar o fenômeno da chuva ácida como impulsionador do problema. De acordo com a organização Greenpeace "Apenas quando o homem destruir toda a natureza, notará que não se pode comer dinheiro". A afirmação se torna atual na sociedade brasileira que, devido a grande quantidade de emissão de gases poluentes (como o enxofre), provindos principalmente da produção desenfreada das indústrias, causam o fenômeno da chuva ácida. O impacto desse descuido está na deterioração do patrimônio cultural brasileiro, como por exemplo estátuas e esculturas além de  históricas, que vão perdendo cada vez mais seu propósito e sua identidade nacional.



Exposto o óbice, torna-se fundamental a adoção de medidas que amenizem esse quadro deletério. Em suma, o Tribunal de Contas da União (TCU) deve redirecionar capital, que por intermédio do Ministério da Cidadania será revertido na criação de projetos tanto online, como por exemplo publicidades concientizadoras que serão colocadas nas redes sociais, quanto também governamentais, como organizações públicas. Essas medidas tem a intenção da criação de parcerias com setores privados, para que com isso ocorra o pagamento dos gastos mensais dos patrimônios culturais brasileiros, além também da quitação de dívidas. Além disso, também deve ser criadas leis estaduais que limitem a emissão de gases poluentes. Essas medidas devem ser adotadas, para que assim ocorra a preservação de áreas de lazer cultural, além da diminuição do problema da chuva ácida. Com a adoção dessas atitudes, atenuar-se-á em médio e longo prazo o problema da preservação do patrimônio cultural brasileiro, concretizando assim a sociedade que estava prevista nos planos de More.

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