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Memória e a preservação do patrimônio cultural

A palavra "cultura", apesar de seu significado amplo, pode ser definida como um conjunto de ideais, costumes e conhecimento de um povo. Sob tal ótica, a preservação do patrimônio cultural torna-se essencial para a memória e identidade de um grupo ou nação, e, dessa maneira, é necessário compreender sua importância, bem como os desafios para uma conservação efetiva, buscando uma maior valorização da cultura.


No início do século XX, foi criado o IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, para regulamentar a preservação de patrimônios materiais e imateriais. Quase um século depois, o crescimento desse projeto explicita a importância de tal proteção, principalmente para a conservação de culturas estruturalmente oprimidas em uma realidade eurocêntrica, como africanas e indígenas. Nesse sentido, compreende-se a afirmação de Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural: "não existe inovação sem preservação", já que o conhecimento sobre a própria história demonstra-se essencial para novas conquistas da sociedade brasileira.


Apesar de tal importância, a memória e a herança cultural enfrentam, infelizmente, cada vez mais desafios para serem mantidas, com a construção de projetos "futurísticos" e a falta de investimento em acervos culturais. Nesse sentido, o recente incêndio do Museu Nacional, um dos mais importantes do país, devido ao descaso de órgãos governamentais responsáveis, exemplifica um dos grandes obstáculos para a valorização da cultura nacional. Nesse sentido, a paradoxal obsessão da sociedade com o futuro e o progresso constante, em detrimento da preservação do passado, prejudica o processo de validação da história e precisa ser revertido.


Torna-se evidente, portanto, a urgência de ações do Governo Federal, a partir da liberação de verbas financeiras para o Ministério da Cidadania, promovendo manutenção e investimentos em acervos culturais. Além disso, cabe às ONGs, em parceria com canais midiáticos, a criação de campanhas que incentivem visitas em museus, divulgadas através de comerciais na televisão e internet, buscando uma aproximação do cidadão com uma cultura antes elitizada. Dessa forma, tragédias como a do Museu Nacional representarão apenas um passado sombrio na história do país, deixando de ser a realidade atual do Brasil.

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