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Meios para superar o analfabetismo funcional
Entre os principais impasses de uma sociedade segregacionista como a brasileira, encontra-se o combate ao analfabetismo funcional. Isso advém do fato de que, embora o analfabetismo tenha apresentado declínios, muitos indivíduos não conseguem compreender o que leem e realizar cálculos elementares, por exemplo. Nesse contexto, urge analisar o papel das escolas e das famílias na resolução da problemática de cunho socioeducacional no Brasil.
Segundo Paulo Freire, em "Pedagogia do Oprimido", a educação deve ser crítica, pois, assim, ela será libertadora. No entanto, tal perspectiva encontra entraves no Brasil, haja vista que muitas escolas educam os alunos apenas com matérias conteudistas, não despertando o pensamento crítico e analítico do aluno. Isso sucede, principalmente, da formação inadequada de muitos professores, que são instruídos somente para transmitir informações relevantes aos alunos. De modo conseguinte, o aluno não consegue aplicar em suas atividades rotineiras o que lhe é ensinado na escola, nem explorar suas habilidades intelectuais.
De maneira análoga, os pais também apresentam papel substancial na problemática. Isso, pois, guiados pelo ideário da busca incessante pelo lucro, argumentado por Karl Marx, muitos pais não possuem tempo para supervisionar o processo educacional dos seus filhos. Além do mais, muitos responsáveis não são leitores e, dessa forma, não incentivam seus filhos a praticarem esse hábito. Consequentemente, a família não complementa a educação que deveria ser dada pela escola e, dessa forma, muitas crianças crescem somente sabendo ler e escrever, apresentando dificuldades cognitivas, como a falta de interpretação.
De modo a superar o analfabetismo funcional, é mister medidas que zelem pela educação. Para isso, o Ministério da Educação deve oferecer cursos que preparem devidamente os professores, os instruindo a incitarem o pensamento crítico e interpretativo do aluno, além de o fazer expor suas habilidades intelectuais. As instituições de ensino, por sua vez, por intermédio de palestras e debates com os responsáveis, devem evidenciar a importância do acompanhamento dos pais no processo de formação educacional dos filhos e do incentivo à leitura, para que os pais possam os dar a atenção necessária. Ademais, as prefeituras municipais devem ampliar as bibliotecas públicas voltadas à toda população, visando explorar o interesse pela leitura nos indivíduos e, consequentemente, suas capacidades interpretativas. Somente assim, o problema será superado no Brasil e esse alçará um bem comum.
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