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Meios para superar o analfabetismo funcional

''O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele''. Com essa frase do filósofo Immanuel Kant infere-se sobre a importância do acesso educacional como instrumento na formação individual e coletiva do indivíduo. Hodiernamente, o grande número de analfabetos funcionais no Brasil é preocupante para um país que pretende alcançar o patamar de desenvolvido. Entre os principais problemas: as desigualdades sociais e um sistema de educação ineficiente corroboram para essa dantesca realidade.

Primeiramente, é valido ressaltar que o processo histórico de segregação socioespacial no qual o Brasil passou, principalmente nos períodos posteriores a abolição da escravidão acentuaram as desigualdades sociais. Segundo o IBGE, aproximadamente 70% da taxa de analfabetismo se concentra nas regiões Norte-Nordeste. Além disso, a maior parte dos analfabetos funcionais são negros, superando em mais de o dobro os brancos. Dessa forma, nota-se como as desigualdades de desenvolvimento regional e o preconceito racial fomentaram a criação de estigmas sociais e negligenciaram grande parte da população brasileira.

Outrossim, a ineficiência do Estado como cumpridor de suas obrigações é preocupante. Segundo a Constituição de 1988, todos os cidadãos tem direito a educação, porém na prática , os números não mostram isso. A morosidade dos governantes em melhorar a estrutura logística, principalmente o acesso às escolas públicas pelos interiores do Brasil acentuam a segregação educacional. Ademais, a desvalorização dos professores com salários muito baixos favorece a contratação de educadores com pouca experiência e preparo, já que esses acabam se sujeitando à baixa remuneração. Além disso, a incapacidade do Governo Federal de fiscalizar corretamente os mais diversos colégios e faculdades particulares pelo país corrobora a formação de profissionais e estudantes de baixo nível técnico intensificando o analfabetismo funcional no Brasil.

Diante do exposto, medidas devem ser tomadas pelo Estado para minimizar o analfabetismo no Brasil. A criação de um projeto parecido com o PAC, deve ser elaborado pelo Ministério da Educação, podendo ser nomeado Projeto de Aceleração Educacional ( PAE ). Através do Governo Federal, verbas devem ser investidas na estrutura, logística, aumento salarial dos professores e fiscalização nas instituições de ensino contemplando esse projeto. Dessa forma, um salto de qualidade será dado na educação diminuindo o analfabetismo e consequentemente ajudando a combater os preconceitos raciais e regionais, garantindo assim um país mais justo para todos.
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