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Meios para o controle do lixo gerado no Brasil

   Brás Cubas, o defunto – autor, afirma não ter deixado nenhum filho no mundo, para que não fosse transmitido a qualquer criatura o legado da nossa miséria. Paralelo a isso, em um cenário hodierno, tal pensamento Machadiano é corroborado com a realidade, isso porque o descontrole de lixo gerado no Brasil contribui à concretização de uma das faces mais obscuras da sociedade. Sob este viés, torna-se como causa evidente desta situação tanto o sistema econômico atuante, quanto a falta de políticas públicas que mitiguem o quadro.


   A priori, a necessidade imensurável dos indivíduos em lucrar exorbitantemente pode ser considerada um empecilho à consolidação de uma solução. De acordo com Karl Marx, os homens capitalistas priorizam os lucros em detrimento dos valores. Nessa perspectiva, analisando-se a obsolescência programada é possível constatar tal afirmação, uma vez que esta é caracterizada como uma manobra comercial, visando a obtenção de mais lucros, por meio da fixação do tempo útil, por exemplo, de um eletrodoméstico. Dessa forma, mais lixo é produzido, com o intuito de satisfazer os bolsos dos donos do meio de produção. Em meio a isso, é indispensável a conscientização destes, com a intenção de que a individualidade nunca transcenda o senso coletivo.


   Em segundo plano, a falta de iniciativas governamentais é um grande impasse à resolução da problemática. Em consonância com Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por intermédio da justiça, o equilíbrio social seja alcançado. Nesse sentido, sem a constituição e aplicação de medidas advindas dos órgãos responsáveis -  como incentivos fiscais àqueles que estão dispostos a mudar seus hábitos com a diminuição da produção de lixo -, é inconcebível a mudança da realidade, perpetuando, conforme o filósofo, em um descompasso social. Desse modo, é imprescindível as instituições públicas se atentem a este quadro nefasto, a fim de que a produção de lixo seja suavizada. 


   Infere-se, portanto, a produção desregrada de lixo como um problema, sendo, então, imperiosa a solidificação de meios, com o objetivo de que haja a diminuição desta. Destarte, é dever do Estado tomar as rédeas da realidade enfrentada. Nesse contexto, faz-se necessário que o Tribunal de Contas da União envie verbas que, por via do Ministério da Educação e Cultura, serão revertidas em propagandas, debates e oficinas que elucidem como o lixo em grande excesso pode causar danos à população, com a finalidade de que os cidadãos se conscientizem. Só assim, uma sociedade mais justa e responsável ressurgirá.

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