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Meios para o controle do lixo gerado no Brasil

De acordo com Serge Latouche, filósofo francês, o aumento desproporcional e desenfreado do consumo, das atividades produtivas e da população, na segunda metade do século XX, acendeu o sinal de alerta sobre o futuro e a manutenção da vida no planeta Terra. No Brasil hodierno, a grande produção de lixo e suas implicações suscitam a temática do controle e do descarte desses materiais gerados no país. Nesse contexto, faz-se relevante analisar não somente a displicência estatal quanto ao devido descarte dos resíduos sólidos, mas também o exacerbado uso de plástico pela sociedade na tentativa de atenuar a problemática.
Mormente, segundo dados do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, do Ministério do Meio Ambiente, oito bilhões de reais são perdidos por ano no país com o lixo que deveria ser reciclado. E, embora a utilização adequada dos recursos naturais seja assegurada pela Carta Magna, promulgada em 1988, verifica-se que tal ideal não ocorre na prática, haja vista a crescente quantidade de lixões e os baixos números de aterros sanitários e de materiais reciclados. Dessa forma, torna-se evidente que a negligência governamental, presente em todos os estados brasileiros, perpetua o acúmulo do lixo em locais inapropriados, resultando em prejuízos para o meio ambiente e, consequentemente, para os seres humanos, como a proliferação de doenças. Assim, averigua-se a imprescindibilidade do Estado, como gestor dos interesses coletivos, em investir no descarte adequado e no processo de reciclagem no país.
Outrossim, é alarmante a quantidade de plástico utilizado pelos brasileiros. Para Chico Xavier, ambiente limpo não é o que mais se limpa e sim o que menos se suja. Ao relacionar as concepções do filantropo brasileiro com a problemática, entende-se que mais do que descartar de forma correta, é essencial que a produção de lixo seja a mínima possível. Todavia, é indubitavelmente nítido que essa medida não é uma prioridade na sociedade brasileira, uma vez que falta senso crítico em cada cidadão ao utilizar grandes números de sacolas plásticas, principalmente, em supermercados. Dessa maneira, percebe-se que não apenas o Poder Público, mas a coletividade também tem sua função a cumprir no controle do lixo gerado no Brasil.
Destarte, depreende-se a indispensabilidade da união da sociedade civil e da Federação para atenuar o problema. O Estado deve, na figura do Poder Legislativo, criar leis que assegurem a criação de aterros sanitários em todas as capitais do país e, em parceria com as prefeituras municipais, deve regularizar a reciclagem dos resíduos sólidos, como garrafas plásticas, por meio de campanhas que visem a separação do lixo por parte do indivíduo e sua entrega em locais de reciclagem, visando a diminuição dos lixões e o reaproveitamento dos materiais. Ademais, a distribuição de sacolas de tecido pelo Ministério do Meio Ambiente nos grandes centros urbanos configura-se como uma boa opção para reduzir o uso do plástico no território nacional.
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