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Medidas para superar o analfabetismo no Brasil

 Na Grécia clássica, os sofistas utilizavam uma retórica persuasiva a fim de convencer a população ausente de criticidade, para garantir seus interesses políticos e sociais. Não obstante, na contemporaneidade brasileira os analfabetos são acometidos por uma formação educacional incompleta e, devido a esse fator, a inserção desse grupo no mercado de trabalho é dificultada, contexto que condiciona a uma crença externa, no Estado, que os manipulam com o intuito de garantir seus anseios. Dessa forma, afere-se que o analfabetismo é um impasse não só no plano econômico mas também no âmbito político ao fragilizar o sistema democrático e, portanto, deve ser superado. 


 Primeiramente, cabe analisar o problema arcado pelos analfabetos no que tange à inclusão no mercado de trabalho. Nesse contexto, em um mundo cada vez mais dinâmico e globalizado a busca por indivíduos capacitados nos meios laborais, os quais estarão aptos a lidar com as exigências do mercado, é o principal fator contribuinte para o aumento do índice de desemprego entre os analfabetos. Acerca dessa premissa, de acordo com dados do jornal G1 cerca de 3 milhões dos analfabetos, os quais não possuem ensino superior, estão desempregados, contra apenas 6,2% dos indivíduos que possuem ensino superior. Assim, é indubitável a importância da formação educacional para atingir êxito no ambiente de trabalho contemporâneo e superar os índices de analfabetismo.


 Ademais, é válido ressaltar a fragilidade ocasionada no sistema democrático brasileiro pelo alto índice de analfabetos no país. Sob essa ótica, é fato que a manipulação desses grupos sociais desfavorecidos, os quais não possuem senso crítico, altera a conjutura política vigente pois são tutelados por fontes externas, as quais conduzem por meio de informações falaciosas esses indivíduos, pertencentes, segundo o filósofo Immanul Kant, ao estágio de menoridade intelectual. Nesse sentido, mediante às manipulações, governantes garantem o voto dessa camada popular a qual anseia sair da condição de deseprego supracitada e, assim, a democracia torna-se vulnerável, sendo o poder de decisão subjetivo suplantado pelo domínio ideológico e por uma expectativa futura.


 Destarte, conclui-se que medidas são necessárias para amenizar a conjuntura hodierna no Brasil. Desse modo, urge ao Estado fomentar tanto a inclusão dos analfabetos à escola quanto o término regular do ensino educacional, por meio de campanhas socioeducativas as quais exponham a importância do desenvolvimento intelectual para adentrar nos meios laborais, a fim de mitigar o índice de analfabetos no país. Outrossim, é mister que o MEC invista em políticas públicas que promovam a capacidade de discernimento e estímulo à criticidade dos receptores, expostas às grandes mídias sociais, com a finalidade não só de facilitar a superação do analfabetismo mas também findar qualquer possibilidade de manipulação de massas as quais ameaçem o sistema democrático e, assim, essa parcela social não será mais persuadida com facilidade, inserindo-se ao estágio de maioridade kantiana ao emancipar-se intelectualmente, distanciando-se da antiguidade grega.


 


 


 

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