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Medidas para combater a prática de bullying e de ciberbullying na sociedade brasileira

    No aclamado filme brasileiro "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho", Leonardo é um adolescente cego em fase de descoberta de sua sexualidade. Por conta de sua deficiência e por sua sexualidade, ele é um constante alvo de chacota. Fora das telas, o bullying vem sendo muito falado, mas devido à sociedade machista brasileira, ainda se trata de um problema sem resolução, por tudo ser considerado "frescura". Em se tratando de bullying no âmbito físico, verbal e virtual, dois fatores fazem-se relevantes: o machismo e a visão da internet atualmente.


    A princípio, um fator que contribui para a problemática é a questão do machismo enraizado na sociedade brasileira. Criou-se uma concepção de que meninos e homens devem ser masculinos, e não sensíveis. Dessa forma, muito do bullying praticado nas escolas, por exemplo, deve-se a esse fator: quando um garoto não é como os demais, é motivo de piadas. Tal fato é retratado no filme "Billy Elliot" quando um garoto sofre discriminação por gostar e frequentar aulas de balé. Como consequência, têm-se criação de traumas tão grandes quanto em casos de abuso sexual, de acordo com um estudo da Universidade de Illinois nos Estados Unidos.


      Ademais, outro aspecto que contribui à violência virtual, o "ciberbullying", é a concepção de que a internet é uma "terra sem leis". É possível comprovar esse fato analisando os dados disponibilizados pelo site g1.com. De acordo com a matéria, houve um aumento de quase 100% nos casos de ataques na internet de 2012 a 2016. Estar atrás de um perfil, muitas vezes falso, leva a impressão de que tudo é permitido, falar o que quiser sem haver consequências. Contudo, a agressão virtual leva aos mesmos danos dos ataques verbais ou físicos. Por fim, a ausência ou ineficiência de um algoritmo de fiscalização favorece esse tipo de violência.


    Nesse sentido, medidas são necessárias para resolver o problema. Assim, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, em parceria com o Ministério da Educação, deve promover uma desconstrução do machismo por meio de um projeto educacional nas escolas e nas redes sociais, utilizando "folders" e cartazes a fim de quebrar o paradigma do esteriótipo masculino. Além disso, a Polícia Civil deve enrijecer a fiscalização na internet, contando com a ajuda do Ministério das Comunicações, criando algoritmos capazes de derrubar conteúdos violentos a fim de criar um ambiente mais seguro na internet e diminuir os casos de "ciberbullying" no Brasil, e por conseguinte, os traumas associados.

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