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Medidas para combater a prática de bullying e de ciberbullying na sociedade brasileira

                    O brasileiro foi tratado por vezes como cordial e hospitaleiro, seguindo a máxima de “Homem cordial” proposta pelo sociólogo brasileiro, Sérgio Buarque de Holanda, em seu livro,”Raízes do Brasil. Entretanto, percebe-se um contraste entre esse ideal apregoado por Buarque, e a realidade canarinha, haja vista a existência de problemáticas, a exemplo das práticas de bullying e ciberbullying no cenário hodierno, as quais inviabilizam esse pressuposto. Nesse prisma, convém analisar as causas de tal óbice na sociedade brasileira.


 



                 É fulcral ressaltar, a princípio, a falta de comprometimento e sequente omissão das entidades escolares, relativo as práticas de bullying. Nesse contexto, o filósofo alemão, Jürgen Harbermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Por esse viés, para que determinado problema seja resolvido, ou no caso em questão combatido, faz-se necessário debater sobre, todavia esse não é o caminho seguido por muitas instituições escolares. Tal ótica é refletida em episódios como o “Massacre de Suzano”, em São Paulo, em que dois jovens adentraram em um Colégio e atiraram contra centenas de estudantes, deixando dez mortos e vinte e três feridos. Logo após o ocorrido, descobriu-se que um dos atiradores, havia sido vítima de bullying enquanto, ainda estudava no colégio em questão. Fica evidente, portanto, a necessidade de mobilização da escola no combate a esse impasse pois, conforme afirma o célebre educador brasileiro, Paulo Freire “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser opressor”.


 



                  Do mesmo modo, percebe-se a extensão da problemática nos ambientes virtuais, relativo a isso cabe pontuar que o meio familiar propicia em muitos casos, a perpetuação do impasse. Segundo um levantamento realizado pelo Instituto de pesquisa (IPSOS), o Brasil ocupa a segunda posição entre diversos países, com mais casos de cyberbullying contra crianças e adolescentes. Essa conjuntura preocupante, retrata a ausência de mobilização e monitoramento dos pais e\ou responsáveis, no que tange o uso das ferramentas tecnológicas e sociais, pelas crianças e jovens. Já que, no cenário hodierno, esses jovens têm o acesso a tais mídias mais cedo que o recomendável, é de suma importância a fiscalização de algum responsável, relativo ao que é visto e postado.  Diante de tal esfera, infere-se a necessidade de os pais promoverem e orientarem o uso mais consciente e produtivo desse instrumento tecnológico, visto que somente assim a problemática em questão será mitigada.


 


 


 


 


              Dado o exposto, medidas são necessárias para erradicar as práticas de bullying e ciberbullying. Para isso, é míster que o Governo federal, por meio do Ministério da Educação (mec), promova projetos educacionais nas escolas , com ampla divulgação midiática, visando o combate ás práticas de bullying no ambiente escolar. Por meio, de entrevistas com jovens, que foram vítimas de tais práticas ou quiçá já as cometeram, e também palestras com profissionais tais como, psicólogos, pedagogos e terapeutas. Em que, seja trabalhado noções de empatia, respeito as diferenças e uso consciente das redes sociais. Dessa forma, espera-se que os jovens tornem-se mais altruístas e tolerantes e assim, possam fazer jus ao conceito de "Homem Cordial".


 

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