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Medidas para combater a prática de bullying e de ciberbullying na sociedade brasileira

Em um de seus livros, Hannah Arendt, teórica política alemã, usa o termo "banalidade do mal" para explicar que quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, as pessoas param de vê-la como errada. Nessa perspectiva, as práticas de bullying na sociedade brasileira são muito recorrentes e, portanto, tornam-se triviais na visão de grande parte da população. Somado a isso, as facilidades propostas pela internet no compartilhamento de informações, aumentam os desafios para o combate dessa violência.


Em primeiro lugar, é preciso reconhecer que grande parte da população brasileira possui a visão latente de que os jovens hodiernos têm "nervos à flor da pele" e, em vista disso, tendem a exagerar em suas reações. Nesse sentido, é possível observar comentários pejorativos que desmerecem a vítima de bullying, como "na minha época não era só uma brincadeira" ou "essa geração é muito nutella". Entretanto, muitas pessoas, por já terem passado por essa fase, consideram essa intimidação normal, parte do crescimento e desenvolvimento de crianças e, até mesmo, não consideram causadoras de danos psicológicos. No entanto, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina.


Outrossim, o advento da 3ª Revolução industrial e, consequentemente, da internet estabeleceu um paradoxo na sociedade brasileira: aumento da conexão entre as pessoas juntamente com a expansão do individualismo. Dessa forma, com a facilidade no compartilhamento de informações, é comum ver pessoas emitindo comentários maldosos disfarçados de opiniões, por exemplo, nas redes sociais, sem pensar na possibilidade de afetar negativamente um indivíduo. Ademais, a ocorrência das práticas de bullying é facilitada no mundo digital, visto que, há a possibilidade de anonimato e, por conseguinte, observa-se a representação de uma sociedade apática.


Por isso, a fim de combater o bullying no Brasil, é imprescindível considerar a Educação como ferramenta de transformação principal. Cabe as escolas, portanto, investir em aulas que ultrapassem a visão conteudista, objetivando, através de profissionais qualificados como, por exemplo, psicólogos e pedagogos, mostrar a importância da afeição e como práticas de intimidação afetam negativamente a vida das pessoas. A partir disso, desde a tenra idade, os indivíduos desenvolverão um senso de empatia o que, consequentemente, poderá diminuir os casos de bullying. Logo, o termo "banalidade do mal" não se aplicará mais nas terras tupiniquins.

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