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Medidas para combater a prática de bullying e de ciberbullying na sociedade brasileira

Na Grécia Antiga os deuses do Olimpo personificavam o que os gregos tinham como ideal para o ser humano, ao mesmo tempo em que o que diferia desse padrão era desvalorizado, dominado e tratado como inferior. Analogamente, nos dias hodiernos, o bullying e o cyberbullying dão persistência e outra faceta à problemática da intolerância, piada, ameaça e violência para com o outro, ocorrendo, sobretudo, no ambiente escolar e virtual. Dentre as causas dessa agressão, há a má relação entre o agressor e seus progenitores, o que acaba por resultar em impactos psicossociais diversos às vítimas desse, urgindo, assim, por intervenções.


Em primeiro plano, o medo e falta de apoio acabam por fazer os indivíduos agredidos se isolarem. De acordo com o psicólogo Ivan Pavlov no "Experimento do Pequeno Albert", as experiências negativas e traumáticas vividas durante a formação humana geram comportamentos de aversão e esquiva futuros. Nesse sentido, as vítimas do bullying, com medo, depressão e ansiedade, junto ao fato não terem um ambiente adequado de apoio psicológico e de denúncia, acabam por se isolarem, favorecendo a manutenção das situações desagradáveis. Dessa forma, é necessária e urgente a criação de locais para queixa e apoio aos que sofrem desses atos prejudiciais.


Ademais, a ausência de diálogos e interações familiares favorecem a persistência do bullying e cyberbullying. Segundo uma pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP, adolescentes que possuem pouco envolvimento e apoio familiar têm maiores chances de terem comportamentos agressivos, sobretudo na escola. Esse fato ilustra a baixa autoestima do agressor que acaba por buscar a atenção e aprovação, que não possui em casa, nas piadas, ameaças e intolerâncias para com os outros. Desse modo, para se extinguir o bullying, é imprescindível que haja, também, atenção com o praticante, tirando-o da posição de vilão.


Portanto, ações são necessárias para mitigar o impasse do bullying e cyberbullying no Brasil. Para melhorar as relações entre pais e filhos e estimular a tolerância para com o outro, urge que as famílias apoiem, observem e conversem com seus filhos, por meio de diálogos semanais, no qual haja esclarecimentos sobre o comportamento desses indivíduos e cite-se a questão do bullying e seus impactos. Outrossim, é papel da escola a investigação e resolução de casos de intimidação dentro da instituição, isso pode ser feito por meio da criação de caixas para denúncias, as quais possibilitem a identificação do agressor e vítima objetivando realizar posterior apoio psicológico, diálogos e conscientizações com esses e seus cuidadores. Assim, as atitudes intolerantes e agressivas para com o outro existirão apenas na realidade da Grécia Antiga.


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