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Medidas para combater a prática de bullying e de ciberbullying na sociedade brasileira

Com o advento da Globalização e o consequente avanço das tecnologias - em destaque a internet -, as informações, as notícias e também a comunicação entre os indivíduos se tornou fácil, rápida e sendo feita principalmente através das redes sociais. Entretanto, tal fato não apresenta apenas aspectos positivos, mas sim, inúmeros negativos como a crescente propagação de discursos de ódio e da intolerância observados no Brasil, expressos sobretudo por meio do bullying e do cyberbullying. Nesse contexto, deve-se analisar como a busca pela auto afirmação e a herança histórico-social contribuem para a existência da problemática.
Em primeira análise, é necessário ressaltar que a adolescência é uma fase de transformações e busca por uma auto afirmação do indivíduo. Segundo Friedrick Nietszche, através da sua teoria da "moral de escravo", o homem ocidental é desequilibrado emocionalmente e inseguro, e como não consegue relacionar consigo mesmo, tem dificuldade de conviver com o outro. Por conseguinte, sobretudo nessa parte da vida, os indivíduos vêem o bullying e o cyberbullying como meios para se afirmarem perante um grupo e a si mesmo - devido a sua dificuldade de lidar com seu semelhante e com as suas disparidades -, só conseguindo assim, ficar bem perante a depreciação do outro e sua elevação como superior. Em decorrência, aumenta-se a prática dessa forma de exclusão e humilhação, sendo ainda mais impulsionada pelas redes sociais , as quais se tornaram agentes propulsores para a propagação de xingamentos e mensagens ofensivas, tendo assim, reflexos negativos nas vítimas como o desencadeamento de doenças mentais, como a depressão, e tornando os indivíduos seres não relacionáveis.
Consoante ao mencionado, tem-se a herança histórico-social presente no país. Conforme Hanna Arendt, a violência por estar tão concretizada na sociedade, acabou sendo normalizada. Dessarte, os reflexos da colonização lusitana violenta, intolerante e excludente obtém seus reflexos no corpo civil contemporâneo brasileiro, através da permanência do pensamento europeu de que só o seu padrão de comportamento, sua moral e seus costumes são corretos e da naturalização da agressão contra o outro que possui pensamentos diferentes e não seguir o padrão imposto. Como consequência, adolescentes adquirem e reproduzem essa forma de pensar, tornando-os assim, não adeptos a aceitar as diferenças e as pluralidades existentes tanto em relação a opção sexual, as etnias existentes, as variantes linguísticas, e dessa forma, agredindo quem é considerado diferente através do bullying e do cyberbullying.
Diante do exposto, faz-se preciso a adoção de medidas para atenuar a problemática. Portanto, cabe às escolas a criação de campanhas e debates, que discutam sobre o respeito ao próximo e as diferenças existentes, discorrendo também sobre a construção de uma identidade na adolescência sem a necessidade da depreciação do outro, desconstruindo assim, a moral de rebanho incorporada no corpo civil brasileiro contemporâneo e a herança histórico-social da naturalização do mal, a fim de fazer com que a prática de bullying e cyberbullying seja diminuída no Brasil.
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