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Medidas para combater a prática de bullying e de ciberbullying na sociedade brasileira
O livro "Extraordinário" relata o período no qual o personagem principal, portador de uma doença congênita, se adapta à escola e aos seus integrantes, que, no princípio, caçoam da aparência do novo colega. Hodiernamente, a prática de bullying e de ciberbullying é, lamentavelmente, parte da sociedade brasileira e deve ser combatida, uma vez que esses elementos fomentam esteriótipos e ampliam a violência.
Primeiramente, é indubitável que uma parcela da população mantém práticas intimidatórias injustificadas contra indivíduos ou grupos de pessoas. Nesse sentido, a escritora inglesa Virginia Woolf argumenta que nada é tão estranho como as relações humanas, o que inclui sua extraordinária irracionalidade. Prova disso é a constante caracterização de descendentes de japoneses como falantes da língua portuguesa que trocam o "r" pelo "l", em mídias sociais. Logo, é necessário que a cultura seja modificada, a fim de que os habitantes do país não rotulem comunidades, já que elas podem, por meio do bullying sofrido, adquirir feridas de cunho emocional e psicológico.
Outrossim, é possível afirmar que os praticantes de bullying e ciberbullying podem, eventualmente, ser vítimas das consequências de seus atos. Sob essa ótica, um jovem, ex-estudante de uma escola municipal carioca, invadiu o colégio e matou alunos, pois ele fora alvo de perseguições em sua época estudantil - evento conhecido como Massacre do Realengo. Então, a manutenção das atitudes violentas contra os cidadãos, de quaisquer idades, aumenta a probabilidade de agressões cometidas contra terceiros, o o que pode ocasionar, a exemplo do caso no Rio de Janeiro, homicídios.
Torna-se imperativo, portanto, superar as adversidades que vão de encontro à dignidade humana. O Estado deve, através do Ministério da Educação e suas secretarias associadas, promover, nas redes sociais, campanhas de desconstrução de preconceitos, assim como disponibilizar, nas escolas, profissionais especializados em bullying, com o fito de evitar perseguições e possíveis transtornos. Ademais, o Ministério das Cidades deve montar, nos municípios, centros informativos, que ofereçam cartilhas anti-bullying, com o objetivo de alertar os brasileiros sobre os riscos de tal prática. Apenas por esse ângulo, poder-se-á visualizar um futuro pacífico e igual para todos, refutando, dessa maneira, a teoria de Woolf.
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