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Medidas para combater a prática de bullying e de ciberbullying na sociedade brasileira

"Não julgue um menino pela cara"
O livro Extraordinário, de R.J. Palácio, é uma obra que enfoca os diversos aspectos do bullying. Partindo de uma história simples, mostra o desafio de uma criança enfrentar a prática e como superá-la. Fora da ficção, no Brasil, é possível afirmar que devido à má utilização da tecnologia e à falta de esforço coletivo para a superação desse ato, as medidas aplicadas não têm sido tão eficazes quanto deveriam. Dessa forma, é valido analisar os fatores que contribuem para o problema em questão.
Primeiramente, cabe apontar que a família é fundamental nesse processo. Segundo a teoria da tábula rasa de John Locke, "o ser humano é como uma tela em branco que é preenchida por experiências e influências". Com base nisso, pode-se levar em consideração que, as atitudes violentas adotadas pelos jovens, têm origem no cotidiano de seus responsáveis, na educação, em discussões, desentendimentos, entre outros. As falhas na educação familiar acaba por criar possíveis agressores e vítimas.
O segundo fator é a facilidade de expressão que a internet trouxe aos indivíduos. Por ser uma ferramenta de fácil propagação de opiniões e que muitas vezes possui a alternativa de anonimato, resulta na perda de controle. O cyberbullying - violência psicológica praticada no ambiente virtual, cresceu cerca de 82% entre 2012 e 2016, de acordo com a ONG Safernet.
Além disso, a escola, que teria de ser um local seguro, também se torna um ambiente propício para a disseminação de intimidações. Isso porque ela não possui profissionais capacitados o suficiente para lidar com as situações entre os alunos, o que dificulta a identificação e abordagem dos envolvidos para solucionar os casos.
Portanto, o combate ao bullying, precisa ser levado a sério em qualquer esfera da sociedade, pois, de acordo com o filósofo Jean Paul Sartre, a violência, seja qual for a maneira que ela se manifesta, é sempre uma derrota. Por isso, é importante que seja criado pelo Governo um canal que recepcione as denúncias, para ajudar na fiscalização e atender aos pedidos de socorro. A escola, por sua vez, deve capacitar seus educadores com cursos que abordem o tema, para que haja prevenção, além de realizar campanhas e atuar em conjunto com as famílias. Ademais, os pais não podem banalizar, precisam fazer cumprir o respeito, através do conceito de diversidade e ensinamento de valores no dia a dia, a fim de formar um cidadão, não apenas cumpridor de lei. Assim, os indivíduos, por mais diferentes que sejam e em qualquer lugar, não serão humilhados e terão o acolhimento necessário.
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