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Maus-tratos a crianças e adolescentes no Brasil

 Uma discussão que merece relevância na sociedade brasileira faz menção aos maus-tratos a crianças e adolescentes . Dessa forma, tal questão é contrária à Constituição Federal de 1988 que prevê proteção a infância, mostrando-se um grande impasse na contemporaneidade. Isto posto, faz-se pertinente a reflexão desse contexto, com a intenção de minimizar os empecilhos para a consolidação dos direitos constitucionais.  


 Em primeiro plano, é notória a má influência midiática como impulsionador dos maus tratos a infância no Brasil. Sob esse prisma, é perceptível o descaso da mídia em relação a violência contra a comunidade infantojuvenil, a qual, por vezes, não dá o tratamento esperado para a questão, de forma que alguns programas apresentam casos de agressão infantil de forma deturpada, intensificando a problemática. Isso pode ser explicado pelo teórico Pierre Bourdieu, o qual afirma " O que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão". Nesse viés, a mídia foi criada como aparato democrático, entretanto isso não tem reverberado com ênfase na prática quando se observa a questão abordada e a influência midiática negativa. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.


 Além disso, pode-se destacar a negligência do poder público para os maus-tratos a crianças e adolescentes. Nesse sentido, é notório o mediador do bem comum exercendo de forma falha seu papel, dessa maneira a ausência de uma fiscalização rígida atrelada a punições eficazes aos casos de violência a população infantojuvenil são importantes intensificadores da problemática, haja vista que  a falta dos aspectos citados acarretam uma espécie de proteção aos agressores facilitando sua atividade,  transgredindo um bem assegurado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente: proteção integral até os 18 anos de idade, o que, infelizmente, é evidente no país.


 Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Governo, em parceria com o Poder Legislativo, promova projetos em prol ao Estatuto da Criança e do Adolescente, de forma que agressores sejam punidos com maior rigor e campanhas de fiscalização aconteçam com maior frequência em todo o país,  a fim de minimizar os casos desse comportamento. Assim, o Brasil se tornará mais seguro e coeso, aproximando-se de uma realidade em que ninguém da comunidade infantojuvenil sofra com maus-tratos.

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