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Maus-tratos a animais de rua no Brasil

"Atirei o pau no gato tô tô, mas o gato tô tô não morreu reu reu" essa cantiga infantil é amplamente popular, embora reflita, tristemente, como a problemática dos maus tratos a animais de rua no Brasil foi banalizada e, consequentemente, passada de geração a geração. É paradoxal, pois, que em um país dito como democrático, a negligência governamental e o individualismo exacerbado da população, façam do Brasil um palco para a covardia praticada contra os animais. 
Em primeiro plano, é indubitável que a passividade do Estado em garantir os direitos dos animais que estão preconizados na legislação, é um importante impulsor do problema, já que apesar de haver uma lei que puna criminosos que maltratem animais no país, a falta de fiscalização e a punição branda, perpetuam a problemática, o que demonstra tal falha do governo. Nesse sentido, o sociólogo Zygmunt Bauman desenvolveu o conceito de "Instituição Zumbi", o qual assevera que o Estado perdeu sua função social, contudo, mantém -a qualquer custo- a sua forma. Sendo assim, o governo brasileiro enquadra-se no conceito de Bauman, dado que de forma direta contribui para as mazelas sofridas pelos animais de rua, tais como espancamento e envenenamento.
Outrossim, o individualismo vigente na população hodierna é, certamente, o principal causador do problema, posto que mesmo sendo considerado um ser racional, os maus-tratos sofridos por animais continuamente nas ruas demonstram a bestialidade humana em seu ápice. De acordo o filósofo Artur Schopenhauer, "o homem fez da terra um inferno para os animais". De fato, vê-se diariamente na mídia casos de violência contra bichos indefesos. Logo, esse cenário reflete, lamentavelmente, o egoísmo dos indivíduos, os quais colocam-se como seres supremos, omitindo, porém, que para o pleno desenvolvimento da nação é necessário um equilíbrio entre as espécies que a compõe.
 Portanto, de acordo com o supracitado fica evidente a necessidade de mitigar com a problemática. É fulcral, pois, que o Estado -posto que é o responsável por garantir o bem-estar social- adote medidas preventivas e de repressão a violência praticada contra os animais de rua, por meio de fiscalizações periódicas, a fim de permitir a coleta de provas e o posterior processamento dos responsáveis. Além disso, em conjunto com a Mídia deve investir em propagandas que visem desnaturalizar os maus-tratos a animais, com o intuito de inteirar a população sobre o agravamento da questão. Assim, o governo se disvinculará do conceito de Bauman.

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