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Mais médicos

No século XVI, período colonial brasileiro, negros, índios e brancos pobres não tinham acesso à saúde no Brasil. Cerca de 5 séculos após, essa realidade pouco mudou. O programa mais médicos possui um caráter paliativo, sendo assim, incapaz de resolver dois grandes entraves à melhora da saúde pública nacional: As desigualdades sociais e a falta de saneamento básico.
O país possui um número expressivo de médicos. O acesso à maioria deles, principalmente os especialistas, entretanto, fica restrito a uma parcela da população que pode arcar com um plano de saúde, o que representa cerca de 28% da sociedade, segundo dados do IBGE. A entrada de mais médicos no sistema, dessa forma, sugere a solução do problema, entretanto, tratar algumas dezenas de milhares de pacientes a mais, não resolve o problema dos milhões de enfermos criados mensalmente pelas injustiças sociais, que nega, à grande parte da população, acesso a recursos mínimos para uma boa saúde, como uma alimentação adequada.
Além disso, o planejamento não contempla soluções para o precário, ou inexistente, saneamento básico. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, menos de 65% das casas possuem redes de esgoto, o que acarreta a proliferação de doenças como a dengue e cólera, superlotando unidades de saúde.
O programa Mais Médicos, portanto, não combate as raízes do problema. O Estado deve melhorar o saneamento básico, ampliando as redes de esgoto e centrais de tratamento de água. Temos na educação, uma das principais armas contra a desigualdade social. A sociedade precisa, então, lutar por uma educação de qualidade, tendo maior participação nas decisões escolares e, principalmente, votando em políticos comprometidos com a causa. A base de uma sociedade justa, inclusive em se tratando de saúde, é um cidadão consciente, averso à alienação e preocupado com o coletivo.
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