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Mais médicos

A partir do ano de 2013, o Brasil sofreu uma grande alteração em seu sistema de saúde. Isso ocorreu devido à criação, por parte do Governo Federal, do Programa Mais Médicos, que trouxe cerca de dezoito mil profissionais provindos de outros países para atendimento no Sistema Único de Saúde. Todavia, o referido programa não foi de agrado totalitário, haja vista que próximo de completar três anos de existência, ainda é divisor de opiniões dentro da sociedade brasileira.
Em um primeiro plano, torna-se imprescindível ressaltar que o Programa Mais Médicos não restringe-se somente a implantação de um maior número de profissionais de saúde em postos de atendimentos, pois o mesmo oferta mais vagas no curso de Medicina, bem como em Residência Médica. Entretanto, apesar dos visíveis benefícios, o programa se tornou um divisor de águas, tendo em vista que, mesmo dispondo dessa grande quantidade de profissionais, o local de atendimento em diversos estados do país ainda continua em situação de precariedade. Desse modo, somos levados ao questionamento: De que influencia haver grande quantidade de médicos se não há estrutura e nem equipamentos adequados para atender a população?
Convém lembrar ainda, que por se tratar de profissionais advindos de outros países, a comunicação médico-paciente tem gerado diversas controvérsias, principalmente no que diz respeito ao atendimento geriátrico, onde o paciente em grande parte, não compreende de forma assídua aquilo que foi explicitado pelo médico. Logo, de forma instantânea, surge a dúvida: Por que ser atendido por alguém que não fala o mesmo idioma? Não há médicos brasileiros suficientes? A indaga pode ser aclarada pelo fato de que, grande parte dos profissionais ? não somente brasileiros, como também os ?recém chegados?- recusam-se a trabalhar em zonas periféricas e cidades afastadas do centro urbano, tendo em vista, justamente, o fator antes supracitado: a estrutura de atendimento.
Fica evidente, portanto, que o programa do Governo Federal tornou-se fundamental na saúde brasileira, tem ampliado de forma significativa a oportunidade de ingresso em cursos voltados à saúde e aumentado a formação de tais profissionais. Porém, é indispensável o maior investimento por parte do Estado em estrutura hospitalar, bem como medicamentos em tais locais, para que o atendimento ocorra de forma eficaz. Cabe, ainda, ao âmbito educacional, a maior propagação de incentivos e conhecimentos visando a preparação de futuros profissionais da área médica. Somente assim, com maior número de oportunidades, medicamentos, profissionais e infraestrutura, pode-se mudar a realidade da saúde brasileira.
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