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Lixo eletrônico e impactos socioambientais

Na obra ''Utopia'' do escritor Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita, ou seja, em que o corpo social se padroniza pela ausência de conflitos. Entretanto, obstante do ficcional, o lixo eletrônico e os impactos socioambientais causados por esse desafio, colocam empecilhos para concretização dos planos de More. Esse desvio é causado tanto quanto por causa da obsolescência progamada, colocada na maioria dos produtos, atualmente, vendidos, quanto também por causa da manutênção do colonialismo tóxico entre os países envolvidos. Diante do supracitado, torna-se evidente a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da ordem social vigente.


Precipuamente, é fulcral pontuar que o óbice deriva da baixa atuação de setores governamentais, no que concerne á criação de mecanismos que coíbam de forma efetiva a perpetuação do lixo eletrônico e de seus impactos socioambientais. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, ''O Estado é quem deve garantir o bem-estar de seus cidadãos''. Ao partir desse pressuposto, pode-se afirmar, claramente, de que o pensamento de Hobbes não se aplica na atual sociedade mundial, e tal desvio é visto, com a obsolescência progamada, na qual os produtos saem das fábricas onde foram produzidos já com o intuito de terem baixas vidas utéis nas mãos dos compradores. Além disso, é essencial destacar que esses consumidores, no menor dos defeitos apresentados pelos produtos, já o descartam de maneira incorreta, como afirma Zygmunt Bauman, ''Entre as principais maneiras que o consumidor enfrenta a insatisfação, a principal é, descartar os objetos que a causam''. Com base nisso, é notório que as pessoas afetadas se encontram, em um estado de ''Anomia psicológica'' em que encontra as soluções para seus problemas no descarte de tudo aquilo que foge progamado e esperado por eles. Quem mais sofre as consequências disso é a própria natureza, com o acúmulo de lixo eletrônico, podendo contaminar os lençóis freáticos, além de poder causar cancêr, devido terem metais pesados em sua composição, como afirma o professor Marco Antonio Cismerio Bumba, ''A maioria dos metais pesados tem a tendência á causar tumores, como por exemplo o alumínio, que se acumula no cérebro''.


Em consequência, é crucial também destacar, a manutenção do colonialismo tóxico como fator impulsionador do óbice. Uma pesquisa feita em 2017 pela Organização das Nações Unidas (ONU), mostrou que o Brasil produz cerca de 1,5 milhão de toneladas de lixo por ano, colocando-o assim no patamar de 7° país que mais produz lixo eletrônico do mundo. A partir disso, pode-se assegurar que a solução encontrada pelos países mais poluidores do mundo, para com relação a acumulação de lixo eletrônico, foi a de mandar os dejetos para países menos desenvolvidos (Antes, colônias), como exemplo, os Estados Unidos que manda toneladas de lixo para a China, anualmente, levando assim a terem impactos em médio e longo prazo extremamente danosos a seus cidadãos. As consequências dessa má postura, é o acúmulo de lixo eletrônico em países específicos, diminuindo a qualidade de vida da população local nesses países e contribuindo para proliferação de doenças, como tumores e cancêres.


Em suma, para solucionar o quadro deletério, os governos e as empresas têm papéis decisivos. Ambos, a partir de investimentos em pesquisas científicas, e na criação de centros de reciclagem para lixos eletrônicos, devem trabalhar juntos, para desenvolverem métodos sustentáveis, que não prejudiquem a natureza, além do reaproveitamento dos resíduos, para a criação de novos produtos, dessa forma, não contribuindo para o aparecimento de doenças. Com a adoção das medidas propostas, o estresse citado deixará de ser o mal do século no Brasil e no Mundo. E assim, valerá o modelo escrito por More.

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