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Lixo eletrônico e impactos socioambientais

 De acordo com os filósofos e sociólogos Adorno e Horkheimer, o capitalismo estimula a sociedade através da “Indústria cultural”, forma essa de manipulação voltada ao consumo desmoderado provocando deste modo o desperdício. Nesse contexto, observa-se, no mundo moderno um elevado tipo de lixo, o eletrônico, que vem acarretando graves problemas ambientais devido ao seu descarte incorreto e a falta de políticas públicas que visem ao bem-estar social e ambiental. Dessa forma, urge a necessidade de análise  dos principais fatores que favorecem esse quadro negativo, com o propósito de minimizar os impactos sofridos pelo ambiente.


  


    Em primeiro plano, conforme previsto pela Constituição  de 1988, é de responsabilidade a preservação ambiental, tanto governamental quanto social. Porém, de acordo com uma pesquisa feita pela Organização das Nações Unidas, o Brasil é o sétimo maior produtor de lixo eletrônico do mundo. Nesse sentido, nota-se a falta de políticas públicas e de ações coletivas que cumpram o previsto pela Constituição quanto a preservação ambiental, isso porque a produção, o descarte e o destino final desse resíduos  são feitos de forma inadequadas e geram impactos terríveis ao ambiente. Assim, tem-se como consequência a contaminação de solos por metais pesado, elementos esses que fazem parte da maioria dos eletrônicos, ocasionando por conseguinte, poluentes que afetam tanto a terra como a água, a exemplo os lençóis freáticos quando contaminados trazem malefícios à sociedade quando ingeridos.    


       


      Em segundo plano, Baumam alegava que  o homem contemporâneo está cada vez mais individualista e sem preocupações com os impactos que suas ações podem provocar na sociedade, no ambiente e nas próximas gerações. Nesse sentido, a produção de lixo eletrônico tem forte influência a um fenômeno denominado obsolescência programada, técnica utilizada por fabricantes para forçar a compra de novos produtos, mesmo que os que já possuímos  estejam em perfeitas condições de funcionamento determinando o tempo de vida útil desses itens.Logo, de modo consequente o incentivo ao consumo e a geração desse resíduos tornam-se um desafio a problemática deixando transparecer o poder da indústria cultural a qual Adorno e Horkheimer proferiam. 



     Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessária para solucionar esse grave problema. É imprescindível, que o Governo Federal junto ao Legislativo, criem leis que punam aqueles que fazem o descarte erroneamente desses resíduos em locais inapropriados como lixos convencionais, além de tornar funcional em todo país a coleta seletiva, no intuito de recolher esse tipo de material, na perspectiva de desenvolver indústria de reciclagem do lixo eletrônico  garantindo a  reciclagem 100% desses objetos ou até mesmo a reutilização dos mesmos em outros artefatos e dessa forma, com esse iniciativa, ainda gerar novos empregos. Ademais, a criação de postos de descarte fácil contribuiria para ação, não menos importante os nossos comportamentos individuais, que anulariam a problemática de modo que nos tornássemos críticos em relação aos nossos consumos. 

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