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Lixo eletrônico e impactos socioambientais

     Com os interesses da sociedade capitalista atual a prática de obsolescência programada dos aparelhos eletrônicos vem se tornando frequente, causando o descarte descontrolado desses produtos no meio ambiente. Entretanto, o descarte irregular do lixo eletrônico pode gerar consequências negativas. Nesse contexto, verifica-se a necessidade de analisar como a despreocupação do ser humano para com a natureza pode fazer permanecer a problemática e como isso afeta na preservação dos solos e dos rios.



    Em primeiro plano, é relevante abordar que o descaso da população com a preservação da natureza é determinante para a persistência do problema. O livro de Graciliano Ramos “Vidas Secas” traz boas reflexões da relação do indivíduo para com a natureza, transparecendo a ideia de que o ser humano é parte dela e não um ser superior e independente. No entanto, muitas pessoas não têm essa consciência de dependência do meio ambiente. Por conseguinte, o descarte ideal do lixo muitas vezes torna-se uma ação de pouca relevância, por falta de informação e sensibilização.



    Além disso, é importante ressaltar que o lixo eletrônico é um dos grandes responsáveis pela poluição dos solos e da água. No ano de 1987, ocorreu o maior acidente ambiental radioativo do Brasil, fora de usinas nucleares. Esses casos, ficam cada vez mais comum com os depósitos irregulares de aparelhos eletrônicos. Consequentemente, o material radioativo presente nesses produtos, contamina os solos e os mananciais, os tornando, em muitos dos casos, inférteis e impossibilitados de vida. Ademais, acarretam graves doenças aos seres humanos, quando em contato com esses ambientes.



     Evidencia-se, portanto, que a deposição incorreta do lixo eletrônico afeta não só o meio ambiente como também a população que nele habita e medidas são necessárias. Cabe ao Ministério do Meio Ambiente atrelado à Mídia, promover a sensibilização da população, por meio de campanhas publicitárias nos principais meios de comunicação. Dessa forma, fazendo com que todos reconheçam a necessidade do descarte regular do lixo, com o intuito de reduzir os impactos na saúde pública e na vida útil da natureza. Além do mais, cabe ao Poder Público, estabelecer Políticas Públicas do recolhimento de lixo eletrônico nas comunidades, com a finalidade da população realmente se preocupar com a causa e, análogo à obra de Graciliano Ramos, reconheça a dependência da natureza plena.

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