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Lixo eletrônico e impactos socioambientais

    Na animação norte-americana, WallE é contada a história de um robô solitário. Ele era o único sobrevivente do planeta terra denominada pelo lixo. Assim como na ficção, no Brasil hodierno, a questão do descarte inadequado do lixo eletrônico resulta em uma situação caótica, pois os impactos negativos prejudicam tanto o meio ambiente, quanto o próprio ser humano.


     Primeiramente, a persistência dos lixões urbanos dificultam a seleção, armazenamento e destino do lixo eletrônico. Isso ocorre porque as autoridades brasileiras não apresentam projetos eficazes que concretizem medidas de coleta adequada. Tal descaso foi comprovado com o fracasso da Política Nacional de Resíduos Sólidos que, segundo a revista abril, previa o fechamento de todos os lixões até agosto de 2014, porém, passados 5 anos, qualquer tipo de lixo continua com o mesmo destino: um terreno baldio a céu aberto. Evidencia-se, portanto, a problemática ambiental dessa prática, já que, tanto a poluição, quanto a proliferação de patologias são resultados da perigosa mesclagem, lixo comum com eletrônico.


      Ademais, a ausência de locais corretos de descarte agrava o nocivo impasse. Com efeito, pilhas e baterias, componentes desses eletrônicos podem sofrerem oxidação e estourarem, quer em meio ao lixo, quer nas mãos desprotegidas de um catador. Nesse sentido, eles podem causar danos ambientais, como a poluição da água e solo, e humanos, esses variam entre corrosões e intoxicações até a morte de quem entrar em contato com o material eletrônico.


     Diante de tamanha problemática, cabe ao Governo, por meio do Ministério da Educação, criar uma nova Política de Resíduos Sólidos que deverá , com o auxílio de pedagogos , ensinar crianças, jovens e adultos, em praças públicas, a  jogarem pilhas e baterias em coletores específicos colocados em pontos específicos da localidade, além da construção de aterros sanitários e usinas de compostagem, para facilitar o trabalho dos catadores a separar o lixo adequadamente. Além disso, o Ministério do Meio Ambiente deve oferecer descontos nas contas de água e luz para pessoas que levarem seus eletrodomésticos usados aos centros de reciclagem. Assim, não se repetirá, na realidade, o drama de Wall-E.

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