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Lixo eletrônico e impactos socioambientais

           Na animação “Wall-E”, de 2008, a Terra se tornou inabitável aos seres humanos, devido a imensa quantidade de lixo que cobre o planeta. Fora da ficção, os impactos socioambientais causados pela alta produção e destinação imprópria no Brasil são inegáveis e colocam em risco a vida da população. Nesse contexto, deve-se analisar como capitalismo influência na problemática e as consequências dos descartes inadequado para população e meio ambiente.


          Em primeiro lugar, é importante destacar o incentivo que o sistema capitalismo faz ao consumismo. Sobre essa realidade, em consonância com o filósofo Zygmunt Bauman e sua teoria de tempos líquidos, a sociedade vive em um momento em que nada é feito para durar. Prova disso é obsolescência programada, em que os eletrônicos são planejados por seus fabricantes já antevendo o fim de seu funcionamento, obrigando o consumidor substituir por um novo modelo em pouco tempo, não levando em conta o que fazer com os produtos descartados.  Em vista disso, a tendência é que a sociedade gere rejeitos de forma exagerada e descomprometida com os impactos causados.


           Outrossim, e válido ressaltar os efeitos causados pelos descartes inapropriados dos e-lixo. Sob essa premissa, aparelhos eletrônicos possuem em sua composição metais pesados e quando desfeitos de maneira inadequada liberem substâncias prejudiciais ao meio ambiente. A respeito dessa visão, no momento em que tais substâncias entram em contato com seres vivos podem provocar doenças graves como: alterações de processos bioquímicos, câncer, entre outras. Além disso, podem contaminar o solo, provocando um desequilíbrio no ecossistema, por serem substâncias bioacumulativas, ou seja, não metabolizadas pelos organismos. Em decorrência disso, os efeitos dos produtos tóxicos prejudicam o funcionamento do meio, ameaçando à toda cadeia alimentar.


      Entende-se, por conseguinte, há de ser efetuadas medidas para mitigar essa problemática. À vista disso, o Ministério da Educação, em parceria com as escolas, deve treinar profissionais para ministrar palestras aos professores e famílias, abordando temas relacionados à redução do consumo e descarte correto de eletrônicos. Ademais, empresas de tecnologia, em parceria com o Governo, através de redução do valor de tributações ambientais, devem criar locais apropriados de descarte de eletrônicos, de fácil acesso e disponíveis em diversos lugares. Dessa forma, essa realidade de lixo fará parte apenas da animação “wall-e”.

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