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Lixo eletrônico e impactos socioambientais

A Conferência das Nações Unidos sobre o Meio Ambiente 92 teve como objetivo reduzir a emissão de gases estufa no planeta, porém Estados Unidos - o maior emissor desses gases - não concordou com o acordo, pois afetaria seu mercado. Além dos gases CFC, o meio socioambiental é afetado pelo lixo eletrônico, já que, é produzido correntemente; como pilhas, baterias, celulares e outros. Assim, ora, há o aumento da desigualdade social no planeta, ora a destruição de ecossistemas dos países subdesenvolvidos. Logo, torna-se essencial a análise dessas consequências.


A priori, no âmbito social, a produção e descarte inadequados do lixo eletrônico acarreta na desigualdade social entre países. Isso ocorre a medida que, o consumismo é evidenciado em países centrais, devido ao seu maior capital. Estes despejam o lixo em locais onde há menor segurança ambiental, ou seja, países periféricos e, assim, prejudicam o desenvolvimento de países subdesenvolvidos. Tal conjuntura atrela-se ao ideário do sociólogo Noam Chomsky, a qual acredita que os Estados Unidos são o principal produtor de material poluente, porém obriga países mais pobres a acarretarem a lidarem e sofrerem os efeitos das suas ações.


Ademais, no âmbito socioambiental, esse mesmo lixo destrói os ecossistemas dos países subdesenvolvidos, uma vez que, baterias, pilhas e outros descartes semelhantes liberam um material tóxico para o organismo e contaminam, gradativamente, rios, peixes, animais e o ser humano. Esse fato é paralelo à contaminação da cidade próxima ao acidente de Chernobyl na Rússia, pois mesmo após a explosão, devido à contaminação da água, muitas pessoas ainda sofreram as consequências da catástrofe depois de anos. Consequentemente, essa tendência promove uma sociedade com uma qualidade de vida precária fruto da quantidade de doenças, mas também, alterações no bioma do país. Em vista disso, cabe ao governo priorizar a saúde do contingente demográfico.


Portanto, de acordo com o elencado, a desigualdade entre países centrais e periféricos, além da contaminação são imbróglios causados pela produção do lixo eletrônico. Dessa forma, urge que o Poder Executivo vise por instalar pontos de coleta desse lixo a cada 100 metros nas ruas, por meio da disponibilização de taxas monetárias para as cidades que tenham cumprido a tarefa, a fim de garantir o descarte adequado dos materiais tóxicos. Outrossim, o Ministério da Educação deve conscientizar estudantes, por meio da inclusão de aulas de teor apelativo sobre os efeitos de pilhas e baterias na grade curricular do Ensino Médio, para que tenha os mesmos efeitos supracitados. Destarte, a irresponsabilidade cometida na ECO 92 não afetará gravemente o Brasil.

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