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Lixo eletrônico e impactos socioambientais

    O filme Wall-E, da Pixar, retrata o planeta Terra como inabitável devido a atitudes irresponsáveis dos próprios moradores que fizeram dele um grande reservatório de lixo. Embora o filme seja fictício, ele se assemelha com o atual cenário brasileiro, devido à vasta produção de lixo consequente do consumo excessivo de produtos eletrônicos e do seu descarte feito de maneira inadequada. Dessa maneira, convém analisar as principais causas e consequência do agravamento dessa problemática que vêm se tornando um enorme desafio socioambiental.


    Primeiramente, é válido ressaltar que o sistema capitalista proporciona o desenvolvimento de novas tecnologias, entretanto, também contribui para o aumento do consumo exagerado. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, vivemos em tempos líquidos, ou seja, nada é feito para durar. Tal perspectiva, pode ser observada através da obsolescência. Por exemplo, os fabricantes de aparelhos eletrônicos, vêm lançando a cada ano novos modelos e atualizando seus softs para um novo sistema operacional, tornando os aparelhos anteriores ultrapassados e não funcionais. Como consequência, limitando o acesso dos usuários às novas programações de tal maneira que eles são “obrigados” a comprar um aparelho novo a cada lançamento.


     Outrossim, a ausência da mobilização por parte do governo acarreta um sistema público de coleta inadequada para os lixos eletrônicos. De acordo com a O.N.U (Organização Não Governamental), o Brasil produz um milhão e meio de tonelada de e-lixo por ano. A exemplo disso, temos os terrenos baldios que recebem aparelhos que possuem produtos químicos e tóxicos -mercúrio e chumbo- contaminando o solo, podendo atingir moradores que moram nas proximidades de tais locais, ocasionando doenças como a alteração nas informações genéticas da vítima. Desse modo, fica evidente a negligência do governo em relação a saúde pública e também em relação a preservação do ecossistema.


      Levando-se em conta o que foi observado, uma solução viável ao problema é uma intervenção do Ministério da Educação, por meio de palestras em colégios públicos e privados, com o intuito de orientar os alunos sobre o consumismo e educação financeira. Dessa maneira, os jovens vão estar mais orientados e menos aptos a se tornarem “reféns” da indústria que os influenciam a comprar compulsivamente. Além disso, é imprescindível uma regulamentação governamental da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) junto com o Ministério da Ciência e Tecnologia, para o investimento de pesquisas com a verba pública, tendo como principal objetivo de descontaminar o solo de terrenos baldios e ter um planejamento para a destinação de lixo eletrônico, de forma que ele não se torne um problema socioambiental e tal local se torne habitável aos moradores. Essas medidas são necessárias mitigar tal problemática e para que o Brasil não se tornar o planeta Terra inabitável, como foi retratado no filme Wall-E.

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