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Lixo eletrônico e impactos socioambientais

Na animação "Wall-E" dos estúdios Disney Pictures é retratado um futuro distópico em que o planeta Terra, saturado de lixo, tornou-se inabitável, e a sociedade passou a viver em uma nave no espaço. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada no desenho pode ser relacionada a lógica consumista do mundo pós terceira revolução industrial: a lógica consumista, aliada à produção massiva e à velocidade de novidade tecnológica gera toneladas de resíduos, especialmente os eletrônicos, que culminam em grandes problemas socio-embientais. Nessa perspectiva, tais desafios devem ser superados para a garantia de um futuro sustentável.


  Em primeiro lugar, é importante destacar que em função deficiências no sistema de descarte e coleta desses resíduos, grande parte não é reciclado ou tem como destino lugares impróprios. Vale ressaltar que o e-lixo (denominação dada ao lixo eletronico) pode causar grandes desequilíbrios ambientais e contaminações hídricas devido aos seus componentes reativos e bioacumulativos. A contaminação do meio pode resultar em alto custo social, pela possibilidade dessa contaminação atingir a população dependente dele. Esse panorama alerta para a necessidade de planejamento de melhores sistemas de destarte, e de se buscar maneiras de reduzir tais impactos.


  Ademais, a falta de conciencia sobre os residuos frutos do consumo desenfreado intensifica o problema. A política adotada pelo sistema ecônomico atual de obsolência programada de vários produtos e propagandas excessivas não aliadas a políticas de concientização geram alienação sobre as conquencias de tais ações. A exemplo, o Brasil é o sétimo maior produtor de lixo eletrônico no mundo - segundo a ONU - e mesmo assim não existem políticas efetivas de concientização do volume de lixo produzido.


   Em suma, há grande quantidade de resíduos eletrônicos da cultura consumista capitalista atual, que  geram grandes problemas sociais e ambientais por seu descarte incorreto. Para amenizar tal problemática, urge que as empresas produtoras de eletrônicos façam ações de retornabilidade do produto (logística reversa) por meio de aacordos com os locais de venda de seus produtos para a correta destinação ou reciclagem. Além disso, cabe às prefeituras em conjunto com ONGS e órgãos de coleta e reciclagem investirem em sistemas inteligentes de separação de resíduos, além de concientizarem a população através de palestras públicas sobre os efeitos e os perigos do descarte incorreto. Só assim, através do esforço conjunto, poderemos impedir que o planeta se torne um grande depósito, e a previsão da animação Wall-E se concretize.

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