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Lixo eletrônico e impactos socioambientais

    O filme "Wall-E" retrata a história de um robô que tem sua vida resumida em limpar o planeta, depois que este passou a ser inabitável devido às ações antrópicas: demasiados entulhos de lixo aliados à poluição da atmosfera por gases tóxicos. Apesar de ficcional, esse contexto de impactos socioambientais causados pelo acúmulo de lixo -majoritariamente o eletrônico- é recorrente no Brasil hodierno não só pelas escassas ações voltadas à reciclagem, mas também pelo errôneo descarte de aparelhos eletro eletrônicos. 


    Convém ressaltar, a princípio, que há uma baixa iniciativa, tanto pública como privada, no que se refere à medidas de reciclagem e reutilização do lixo. Nessa perspectiva, as escassas políticas municipais que realizam a coleta seletiva do lixo em consonância com a reduzida ação de boa parcela da sociedade torna o acúmulo de lixo algo constante e, consequentemente, o agravamento de problemas ambientais, como o aquecimento global, ocasionado pela emissão de gás metano (CH4), proveniente da matéria orgânica dos rejeitos. Dessa forma, a "lei da inércia", de Isaac Newton, ao afirmar que um corpo tende a permanecer parado até que uma força externa atue sobre ele, ratifica como a problemática do lixo é amplificada pela ausência de medidas atenuantes dessa situação letárgica. 


     Ademais, é notório que, com o advento da RevoluçãoTécnico-Científico Informacional, a tecnologia avançou significativamente e proporcionou o surgimento de modernos aparelhos, como computadores, tablets e smartphones. No entanto, tal avanço também trouxe consequências negativas: o acúmulo de metais pesados -até mesmo radioativos- e a emissão de gases tóxicos, ambos provenientes dos eletrônicos. Sob tal ótica, é perceptível que a necessidade emergencial de ampliação de locais responsáveis pelo descarte seguro de aparelhos inativos, haja vista a caótica conjuntura propiciada pela errada maneira de fração do corpo social brasileiro ao se desfazer de tais objetos. 


     Destarte, medidas devem ser efetivadas a fim de mitigar tal panorama. Para tanto, urge ao Governo Federal destinar verbas para as Prefeituras Municipais das cidades mais populosas de cada estado, com o objetivo de construção de locais voltados ao descarte de lixo eletrônico (e-waste),  por intermédio da uma campanha nacional de caráter informativo acerca dos benefícios de tal prática, como a segurança e a proteção proporcionadas por esse tipo de descarte. Além disso, o projeto deve englobar, através de uma parceria com as escolas, informações  sobre a reciclagem e reutilização do lixo voltadas ao conhecimento das crianças e dos adolescentes. Assim, gradativamente, a população brasileira efetivará a prática seletiva e segura do lixo e, dessa forma, o panorama em que o robô Wall-E está inserido será utópico para a realidade nacional.

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