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Lixo eletrônico e impactos socioambientais

      O desenho animado da Disney, “wall-e”, lançado em 2008, pode levantar diversas reflexões sobre o futuro da humanidade, como, por exemplo, os impactos negativos do lixo produzido pelo consumo desenfreado. Embora pareça distante da realidade, o filme expõe consequências futuras de problemas atuais, os quais, inclusive, fazem parte do cenário brasileiro. Portanto, há a necessidade de minimizar os impactos do consumismo (um dos problemas), pois, o crescente desperdício de eletrônicos, influenciado pela cultura e pela obsolescência programada, pode contribuir para a degradação do meio ambiente.


     O Brasil é o país da América Latina que mais produziu lixo eletrônico, de acordo com os estudos do Instituto para o Estudo Avançado da Sustentabilidade da Universidade das Nações Unidas. Esse resultado, além de associar-se com a persuasão publicitária de incentivo ao consumo, pode ter relação com o tempo de vida útil, cada vez menor, dos aparelhos eletrônicos. Portanto, se os produtos são feitos para serem, rapidamente, descartados e, consequentemente, serem, posteriormente, repostos, em virtude da lógica de lucro do mercado, a tendência é que aumente a quantidade de lixo produzido.


     Além dessa obsolescência programada, que contribui para a produção de resíduos, a cultura brasileira, contribui para o aumento desses. No Brasil, não há incentivo para um consumo mais consciente e, tampouco, incentivo para a reciclagem. Tanto que, segundo o Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), apenas 3% do lixo é reaproveitado, de um potencial de 30% para o reaproveitamento. Essa falta de estimulo a reutilização e a reciclagem, pode ter refletido na cultura do brasileiro, que é de desperdício. Logo, é preciso ensinar o destino correto e a sustentabilidade, a fim de lidar, da melhor forma, com os produtos, que, rapidamente, tornam-se ultrapassados.


        Em vista dos argumentos apresentados, urge a necessidade das empresas privadas, com incentivo do governo, através da redução do valor da tributação ambiental, criarem locais de descarte eletrônico, de fácil acesso e disponíveis em vários locais da cidade. Isso permitirá que peças possam ser reaproveitadas e reutilizadas, além de poder diminuir impactos ambientais. Para que o projeto tenha êxito, deve-se divulgar, por meio de propagandas via internet, celular ou televisão, a existência desses locais de descarte e a importância para o meio ambiente de destinar, corretamente, o lixo eletrônico produzido. Dessa forma, a ação conjunta do Estado, da iniciativa privada e da população, poderão reduzir o dano produzido pelo lixo e o futuro poderá, não ser tão hostil, como o mostrado na animação de “WALL-E”.

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