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Lixo eletrônico e impactos socioambientais

Juntamente com a chegada da Quarta Revolução Industrial, assim chamada pelo economista alemão Klaus Schwab e caracterizada pela intensa evolução no âmbito técnico-científico-internacional, têm-se em paralelo o aumento da produção de material eletrônico. No entanto, o descarte desse material feito de forma incorreta pode acarretar sérias consequências tanto ao meio ambiente quanto aos seres humanos, devido à alta taxa de metais contidos em sua composição e a falta de informação sobre como deve ser feito a separação do lixo eletrônico.


     Um dos problemas mais agravantes relacionados aos resíduos eletrônicos é a forma incorreta de seu descarte. Segundo dados do Banco Mundial o volume de lixo eletrônico aumenta três vezes mais rápido do que o do lixo comum, principalmente nos países emergentes, como os que compõem os BRICS. Devido à ampliação da classe média nesses países, há uma procura volumosa por bens de consumo, em especial eletrônicos como smartphones e computadores. No entanto, ao se tornarem obsoletos ou apresentarem problemas, acabam sendo jogados fora, muitas vezes de forma incorreta, em lugares inapropriados e onde não ocorre a coleta ou separação especializada dos materiais contidos nos aparelhos eletrônicos.


     Consequentemente, têm-se um aumento na quantidade de locais propensos a contaminação por conta dos compostos presentes nos dispositivos. Além de partes feitas de vidro e plástico, materiais que demoram a se decompor completamente, encontram-se partes de metais que podem liberar compostos químicos, poluindo o ambiente e trazendo problemas de saúde para quem entra em contato já que são metais que se acumulam no organismo e podem gerar até câncer. Arnold Toynbee disse que “Tornamo-nos deuses da tecnologia, mas permanecemos macacos na vida”, fato esse evidenciado ao observar-se que o Brasil, por exemplo, é o maior produtor de lixo eletrônico na américa latina, no entanto, somente recicla 7% de toda essa quantidade, segundo pesquisas.


     Portanto, fica claro a problematização sobre os efeitos negativos causados pelo descarte inadequado do lixo eletrônico. Para amenizar-se esse problema, é necessário uma maior ação governamental, através das prefeituras e empresas especializadas, como criar centros específicos para coleta e separação de resíduos eletrônicos e prover orientações profissionais sobre como deve ser feito o manuseio desse materiais, afim de diminuir a contaminação ambiental e reduzir os riscos de saúde de quem trabalha na coleta de lixo. Quem sabe assim, a diminuição de danos ao planeta diminua e a expectativa de vida da Terra aumente.

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