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Lixo eletrônico e impactos socioambientais

Desde o Iluminismo, nós sabemos – ou deveríamos saber – que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a grande quantidade de lixo eletrônico e seu impacto ambiental na sociedade brasileira, é visto que os ideais iluministas são deixados de lado. Muitos importantes passos já foram dados na tentativa de reverter esse quadro. Nesse sentido, convém analisar essa problemática mais afundo e propor algo que a amenize.


Em uma primeira abordagem, é importante destacar que o consumo desenfreado da atual sociedade, tem sido a principal causa para o acúmulo de lixo eletrônico. Isso se deve, principalmente, em função dos avanços tecnológicos trazidos pela globalização, que tornou fácil e rápido o acesso a determinados produtos. Ademais, ao comparar esse processo com o loop de uma montanha russa, a qual deixa o sujeito desorientado, o historiador Nicolau Sevcenko mostra que na atual sociedade, os indivíduos estão perdidos e a procura de algo. Esta procura, muitas vezes, se traduz na compra desnecessária, o que contribui para o aumento de resíduos.


Como consequência da desorientação causada pela montanha russa da globalização, os impactos ambientais tem sido um grande problema para a sociedade do século XXI. Como exemplo, é possível citar a contaminação dos lençóis freáticos, causada pelo descarte incorreto dos resíduos eletrônicos. Dessa forma, é incompreensível como uma sociedade desenvolvida e com diversas tecnologias não se mobilize ainda mais para garantir a sustentabilidade. Entretanto, alguns órgãos internacionais, como a ONU, têm mostrado grande preocupação com esse problema, isso fica evidente quando se observa o objetivo 12 da Agenda 2030, que procura reduzir e reciclar o lixo gerado pelo corpo social.


Afim de amenizar os problemas causado pelo lixo eletrônico e garantir o cumprimento do objetivo 12 da Agenda 2030, é necessário a ação de certo agente social. O Ministério da Educação, portanto, deve promover palestras em escolas – já que essa é a máquina socializadora do Estado – com a participação de biólogos e ambientalistas, que promovam uma discussão sobre a necessidade de combater os impactos ambientais causado pelo lixo, isso deve ser realizada por meio de atividades lúdicas, as quais possuem grande poder transformador, baseadas em práticas sustentáveis. Espera-se com isso, o aumento do senso de responsabilidade da sociedade sobre o ambiente assim como a efetiva prática dos ideais iluministas.

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