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Lixo eletrônico e impactos socioambientais

No filme "Wall-E", produzido pela Disney, todos os humanos foram enviados a uma nave temporariamente, enquanto robôs limpam e comprimem o excesso de lixo que acabou empilhado por toda a Terra. Fora da produção cinematográfica, verifica-se, na sociedade atual, comportamentos que, com o tempo, possivelmente terão como resultado a necessidade de fuga, como o depósito inadequado dos dejetos, principalmente, eletrônicos. Assim, por causa da desinformação de grande parcela da população e da falta de acessibilidade a lixões exclusivos de tais materiais, o meio ambiente acaba sendo comprometido, juntamente às futuras gerações. Desse modo, é fundamental a discussão sobre a eliminação do lixo eletrônico e os impactos socioambientais que ele pode causar.


Vale ressaltar, de início, que, com o surgimento das máquinas no século XIX, foi necessária a busca por diferentes formas de descartá-las. Com o passar do tempo, no século XXI, a problemática é a mesma, mudam apenas os dejetos que precisam ser eliminados para promover a saudável vivência da sociedade, sendo eles, atualmente, os aparelhos eletrônicos. Ao aumentarem os consumidores de tais apetrechos, cresce também a frequência da produção de resíduos tecnológicos, considerando que, hoje, existe a cultura de comprar um novo celular passados somente dois anos da aquisição do último. Assim sendo, muitas vezes famílias precisam livrar-se desses objetos e não sabem como fazê-lo, pois não foram devidamente informadas pelas autoridades responsáveis, o que resulta no seu descarte errado e na formação de pilhas de lixo eletrônico. Tal acúmulo faz com que países desenvolvidos dispersem seu "e-lixo" por outros subdesenvolvidos, estimulando uma competição insalubre para os tempos que virão.  


Percebe-se, como consequência, a inoportuna realidade de grandes quantitativos de máquinas tecnológicas acumulados em locais inadequados, os quais tornam-se vulneráveis a impactos tanto socio quanto ambientais. A exemplo de complicações no âmbito social, tem-se a maior exposição a doenças oriundas de substâncias contidas nos aparelhos, como o câncer, que apresenta tumores relacionados à acumulação delas no corpo humano. Já na questão do meio ambiente, evidencia-se a contaminação dos oceanos, lagos, rios e até mesmo dos solos, por causa do errôneo depósito, o qual, ao ser levado para os lixões e aterros, é separado também de modo incorreto, já que a maior parte dos responsáveis por essa tarefa não sabem como agir diante do aparecimento do objeto ali. O chamado "e-lixo" libera seus metais na natureza e polui águas e solos, levando centenas de anos para se decompor completamente, devastando as espécies nelas presentes e desencadeando um caos no equilíbrio ecológico.


Torna-se clara, portanto, a dimensão do problema provocado pelo mau descarte do lixo eletrônico no planeta e a urgência de mudar o painel atual. Para isso, a Organização das Nações Unidas precisa criar um projeto de nome "É Assim que Se Faz", o qual deve organizar palestras educativas pelo mundo, com foco nos maiores emissores de tais resíduos. Isso será feito por meio da divulgação na mídia e transmissão ao vivo livre para todos os públicos, para que a população mundial seja devidamente informada e não repita os erros anteriores. Esse programa terá, também, a competência de aumentar o número de depósitos para os objetos de origem tecnológica, aproveitando terrenos vazios e instalando-os de forma planejada, com o objetivo de evitar as diferentes contaminações e o caos ambiental. Ao final disso, o planeta estará salvo da nave para a qual os humanos fugiram em "Wall-E".


 


 


 


 

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