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Limites do humor x Liberdade de expressão
A liberdade de expressão é uma conquista fundamental para qualquer país democrático. No que se refere ao humor, contudo, tem-se uma grande polêmica acerca dos limites impostos a esse direito conquistado. Fatores de caráter histórico e educacional são importantes para elucidar esse debate.
É importante pontuar, de início, a situação das minorias sociais no contexto geral. Esses grupos são formados por pessoas que historicamente tiveram muitos dos seus direitos negados e ainda enfrentam lutas contra formas atuais de opressão na sociedade. Negros, mulheres e homossexuais são algumas dessas minorias que muitas vezes acabam sendo alvos de piadas maldosas. É importante uma abordagem cuidadosa em relação a esses grupos como forma de respeito às suas lutas e não como motivo de censura ao humor. Piadas racistas, por exemplo, em um país com um histórico escravista tão recente, não são só práticas abomináveis, mas também crimes inafiançáveis.
Ainda, tem-se a falta de uma abordagem eficiente por parte da escola. À guisa de Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele, tendo o ambiente acadêmico um forte impacto na formação do indivíduo. Os casos de bullying, e o cyberbullying (com o advento da tecnologia), são práticas enraizadas na sociedade que levam à normalização do escárnio alheio. Muito do que se atribui ao humor, nesse sentido, se trata de práticas de discriminação e preconceito. A dignidade humana deve ser preservada acima de qualquer forma de expressão tóxica.
É inegável, portanto, a relevância dos aspectos históricos e educacionais na abordagem dessa temática. A partir disso, deve-se salientar o papel do Governo, por meio dos órgãos necessários, na fiscalização e punição daqueles que atuarem de forma abusiva em nome do "humor". Casos como o do humorista Rafinha Bastos, que expôs a cantora Wanessa e o seu filho, são emblemáticos nessa luta contra a ofensa ao outro. Além disso, é dever das escolas, em parceria com as ONGs, buscar desenvolver um ambiente mais saudável na sala de aula. A ideia é, a partir de seminários e palestras com ativistas, demonstrar às crianças sobre a importância do respeito e da compreensão em relação ao próximo no combate ao bullying. Somente assim, é possível esperar um uso mais consciente do humor na nossa sociedade.
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