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Limites do humor x Liberdade de expressão

A liberdade também tem limites
No carnaval do Rio de Janeiro de 2018, a escola de samba "Paraíso do Tuiupi" fez uma ampla crítica ao governo federal e às reformas que este propõe, abraçando o humor e a liberdade de expressão como crítica ao poder vigente. Contudo, apesar desta liberdade ser uma excelente ferramenta à democracia, ainda é usada erroneamente quando satiriza minorias e propaga estereótipos.
Ainda na ditadura militar do Brasil, os meios de comunicação usavam o humor e arte como forma de criticar, informar e levantar questões sociais da época. Hoje, com a democratização da informação e da liberdade de expressão, o povo dispõe de grandes recursos capazes de demonstrar seu descontentamento com a política e/ou mazelas sociais, como as inúmeras sátiras quanto à desigualdade salarial e de auxílios entre o sistema judiciário brasileiro e toda a população.
Entretanto, tal liberdade demonstra também o amplo descaso com as classes LGBT, de mulheres e religiosas, às quais têm suas imagens ridicularizadas e que propagam a manutenção dos estereótipos e do preconceito. Tais ações promovem a violência e não permitem o completo exercimento da cidadania e do debate frente a temas tão delicados e com repercussão.
Segundo o filósofo Jürgen Habermas a sociedade é dependente da crítica as suas próprias tradições. Portanto, é necessário que o poder legislativo criminalize qualquer forma de violência verbal frente às minorias sociais, impondo penalidades rígidas ao mau uso da liberdade de expressão. Nas escolas, deve-se educar permanentemente jovens e crianças à tolerância frente às diferenças. E, também, conscientizar a população através de meios de comunicação como o programa de rádio governamental "Hora do Brasil" a respeito mútuo, não mostrando as limitações como uma forma de censura, mas de cidadania e vida em sociedade.
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