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Limites do humor x Liberdade de expressão

Hoje em dia se tem algo bem semelhante ao bobo da corte da idade média, o humorista que, diferente daquele por entreter tanto as classes mais favorecidas como as menos favorecidas, apresenta praticamente o mesmo tipo de função: provocar risadas. Mas, se por um lado, as gargalhadas provocadas pelas piadas têm sido qualificadas inclusive como santos remédios contra o stress diário, a mesma coisa positiva não se pode dizer da matéria de onde os humoristas frequentemente retiram seu humor para divertirem a massa. Ao se assistir a algumas presentações de ?stand-up?, por exemplo, depara-se, às vezes, com situações em que o humorista parece não possuir nenhuma dose de recato.
Certas vezes esses profissionais do riso parecem não ponderarem sobre até que ponto seus trocadilhos podem ferir a honra de alguém e soltam o verbo, doa a quem doer. E acaba doendo mesmo, Wanessa Camargo é quem o diga. Após ter passado por um grande constrangimento, ela não hesitou em processar o humorista Rafinha Bastos após este ter feito uma piada de muito mau gosto sobre a cantora e seu filho durante um programa televisivo. Este caso que acabou envolvendo duas personalidades bastante conhecidas constitui um ótimo exemplo para se ter ideia dos problemões que podem resultar da falta de limites dos humoristas que tomam atitudes totalmente desrespeitosas ao produzirem qualquer tipo de humor, seja em cima de algum palco ou em frente às câmeras.
Nesse sentido, nasce daqui uma questão: se vale mais a pena continuar a provocar risadas de modo informal e imodesto ou sacrificar este humor ácido e satírico em nome do bom tom e da modéstia. Responde-se que ambas as coisas têm sido desejadas ao mesmo tempo, o que dificulta ainda mais a tarefa de se alcançar algum equilíbrio. Ademais, ainda existem aqueles a quem o ainda persistente humor negro continua a provocar risadas despreocupadas. Mesmo assim, se sabe que certos tipos de excesso não devem continuar sendo tolerados. Os humoristas precisam entender que nem tudo pode servir de base às suas piadas.
Além do mais, tudo estaria perdido se o respeito ao próprio ser humano por exemplo fosse sacrificado em nome do humor. Dessa forma, o ministério da cultura deve desenvolver certas normas éticas e morais reguladoras que deverão ser aprovadas pelo poder legislativo. A aplicação regular de todas essas leis deve constituir o principal meio para a efetivação do respeito aos direitos humanos durante as apresentações humorísticas. Em termos mais precisos, é preciso haver a garantia de que temas muito delicados, como os relacionados à raça, à religião ou à vida alheia, não estão servindo de matéria-prima para troças realizadas em shows humorísticos ou programas televisivos.
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