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Limites do humor x Liberdade de expressão

A sociedade está em alerta devido ao dilema, limites do humor versus liberdade de expressão. Esse por sua vez, quando intolerante trás a tona caminhos para o discurso de ódio. Dessa maneira, além de discriminação das minorias, há também os crimes cometidos por essa ideologia. Sendo assim, é preciso uma ação contundente e esclarecedora por parte do Ministério da Justiça.
Desde o período medieval com os bobos da corte o fazer graça, como na atualidade, era atrelada a críticas sociais e políticas, e em eles eram os únicos capazes de falar sem morrer, à medida que, proporcionasse risadas ao Senhor Feudal. Há pouco tempo vimos na prática o quão perigoso pode ser a intolerância frente a uma chacota. O jornal francês, Charlie Hebdo, foi alvo de ataques, por conta de uma piada feita com a figura do profeta Maomé. A execução de 12 assassinatos foi realizada por adeptos do islamismo que se sentiram ofendidos com o gracejo. Entretanto, lidar com a questão por meio da violência, na busca por vingança está longe de ser a melhor saída.
O Brasil foi palco de um famoso caso de ofensa ocorrido entre o humorista Rafinha Bastos e a Cantora Wanessa Camargo, semelhante ao anterior por ultrapassar o limite da comédia e denegrindo o seu alvo. Mas, na situação brasileira o desfecho terminou diferente, com o encaminhamento para o tribunal a cantora receberá uma indenização do comediante. Decerto, discutir o problema de forma civilizada é a melhor solução, não havendo espaço para justiça com as próprias mãos. Além disso, encobrir preconceitos com piadas faz do falante um criminoso, um incentivador de ódio e não um comediante.
Portanto, medidas são necessárias para estabelecer a liberdade de expressão e o limite do humor. Cabe ao Ministério da Justiça por via de propagandas nas redes sociais e no YouTube, a fim de, esclarecer a população que piadas com caráter ofensivo devem ser levadas aos fóruns, esse é o caminho correto a ser seguido e nunca o radicalismo ocorrido no jornal.
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