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Licença paternidade

É notório que figura paternal é ainda escassez na contemporaneidade. Sabe-se que a antiga licença de cinco dias concedida aos novos pais era insuficiente e com a vigente legislação estes podem usufruir mais tempo ?vinte dias - com suas crias. Entretanto, há empecilhos a serem enfrentados como estereótipos de gênero e pais solteiros.
É nítido que os papeis de gênero favorecem a visão da mulher como unidade maternal. De certa forma, esta sempre carregara um farto maior, mas isso deve-se a fatores biológicos, pois é ela quem carregara o bebe em sua barriga e terá de encarar os desafios pós-parto. Conquanto, nada disso é motivo para a ausência do homem no lar, muito pelo contrário, este torna-se imprescindível para o compartilhamento das atividades domesticas e o auxílio no cuidado com o recém-nascido. Sendo assim, o macho é crucial no desenvolvimento do novo ser, além de que é nesta fase que irá desenvolver a proximidade com seu filho. Portanto, a carente presença paterna é algo a ser resolvido por meio da quebra de padrões sociais antiquados. Ademais, tal situação não envolve somente casais e abrange também homens solteiros.
À vista disso, aqueles que não possuem companheiras(os) e desejam ser pais também devem ser escutados. De fato, são poucas as pessoas solteiras que buscam crianças nas casas de adoção, cerca de 15% segundo o Cadastro Nacional de Adoção e este número tende a ser ainda mais diminuto quando trata-se do sexo masculino. É visível que as questões de gênero propiciam o medo nestes de serem pais, alegando que não possuem as características que uma mãe tem. Todavia, tais pensamentos devem ser extinguidos a fim de que mais homens se candidatem a se tornarem responsáveis por um jovem cidadão. Consequentemente, estes também devem receber a licença paternidade com tempo suficiente para que ocorra a adaptação e não devem sofrer nenhum tipo de retaliação por conta de seu sexo. Além disso, não há nada biológico os impedindo de exercer funções consideradas femininas. Logo, informações de que é possível ser pai mesmo estando solteiro devem ser amplamente circuladas.
Em virtude dos fatos mencionados, deve-se reverter o status quo do Brasil para que mais licenças paternas sejam concedidas. Posto isso, o Ministério da Educação deve promover desde cedo no ambiente escolar debates acima da igualdade de gênero com o intuito de quebrar preconceitos. Assim como, deve investir em palestras mostrando os beneficieis de ser um pai solteiro. Juntamente a ele, o Cadastro Nacional de Adoção deve disseminar mais informações sobre como é possível adotar uma criança para que mais homens tenham acesso e despertem seu lado paternal. Para mais, o Ministério do Trabalho deve incentivar por meio de palestras, propagandas e audições públicas, licenças maiores às figuras masculinas.


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