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Licença paternidade

Há muitas décadas, o papel masculino nos primeiros meses de vida dos filhos é visto como o de, unicamente, trazer o sustento para o lar, entretanto, esta perspectiva vem mudando ao longo do tempo. Até fevereiro de 2016, a licença paternidade era constituída de apenas 5 dias, porém, em março do mesmo ano, a ex-presidenta Dilma Rousseff sancionou a lei 13.257, que aumentou este período para 20 dias.
Essa lei amplia a relação entre os pais e os recém-nascidos, todavia, ainda não é o bastante. Enquanto a licença maternidade concede às mães o período de 4 a 6 meses, a licença paternidade só dá direito a 20 dias, e, além disso, não se aplica a todos os homens, somente aos que trabalham em empresas públicas ou naquelas que fazem parte do Programa Empresa Cidadã. Este curto prazo que é cedido aos pais interfere diretamente nas relações paternas com os bebês, visto que, os primeiros meses de vida são cruciais para que os recém-nascidos criem laços com a família.
O aumento do período de licença paternidade também ajuda a minimizar as desigualdades de gênero no âmbito familiar e profissional. Cuidar do próprio filho não é opção e tampouco forma de ajudar a mãe da criança, é obrigação. Criar leis que valorizem a participação paterna no momento mais árduo da criação de um indivíduo, diminui significativamente a desigualdade de gênero neste quesito, visto que, na maioria das vezes, a mãe fica sobrecarregada.
Cabe, portanto, ao Governo Federal, criar novas leis que aumentem os dias cedidos pela licença paternidade e expandir a obrigatoriedade à todas as empresas e não somente às públicas. Os pais de família devem pressionar o governo para que seus direitos sejam concedidos, indo às ruas e exigindo reconhecimento e valorização do papel paterno na formação dos indivíduos. A escola, por sua vez, possui o dever de ensinar, através de palestras e rodas de conversa, que é dever dos pais participar ativamente da criação dos filhos.
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