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Justiceiros

De acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, "o mundo atual encontra-se infestado de frustrações e medos". Dessa forma, pode-se exemplificar as atuais ondas de justiceiros no Brasil, pois, os cidadãos brasileiros estão expostos ao aumento da violência e a ineficiência do estado, aumentando o medo na população. Esse retorno do temor remete aos anos de escravidão, donde a violência era de praxe.
No que se refere ao aumento da violência e do descrédito do Estado democrático de direito está a falta de confiança da população na polícia e no judiciário, propiciando a formação de grupos que se autodeclaram justiceiros. Tal fato é evidente, visto que, uma pesquisa realizada pela fundação Getúlio Vargas, constatou que 70% da população não confia na polícia e 29% no Judiciário. Assim, ocorrendo as barbáries contra grupos já marginalizados, aplicando não a justiça em uma sociedade democrática, mas sim a lei de talião.
Essas barbáries em sua maioria, são cometidos contra indivíduos excluídos da sociedade, sendo praticados contra negros moradores de periferia. Há 129 anos a escravidão fora abolida no Brasil, no entanto, imagens de negros acorrentados nos postes sofrendo torturas, pelas "pessoas de bem" ainda é comum, sendo assim um reflexo da cultura brasileira que é culturalmente violenta, resquícios dos seus 400 anos de escravidão.
Sendo assim, conforme Pitágoras disse "educai as crianças para que não seja preciso punir os adultos", logo, é de fundamental importância que o governo Federal, Estadual e Municipal em parceria, aumente a quantidade de escolas de tempo integral nas periferias, para que as crianças pobres tenham a oportunidade de estudar e se manterem ocupadas, tirando elas das ruas. Bem como, a curto prazo, ocorrer mudança sistêmica no Judiciário com o melhoramento do sistema prisional, porque assim, irá desafogar os altos índices de impunidade; além de ocorrer o reconhecimento dos torturadores, para que respondam pelos atos ilícitos, já que, perante a constituição todos devem ter um julgamento justo.
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