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Internet e o emburrecimento da sociedade

No seu livro "O Cérebro que se transforma", o autor, Norman Doidge, mostra a capacidade inacreditável do cérebro humano de se adaptar às circunstâncias. Entretanto, esse aparato não está preparado para a bomba de informações e estímulos que o mundo digital produz atualmente. Nesse sentido, a profundidade de raciocínio, a leitura serena e as interações humanas significativas deram lugar  à superficialidade, ao imediatismo e à superestimulação proveniente desse ecossistema virtual. Portanto, é essencial discorrer acerca da ausência do controle familiar e do sistema educacional problemático como catalisadores dessa situação danosa no Brasil.


Em primeira instância, o controle paterno sobre o tempo de tela dos filhos é muito importante para um uso mais saudável da tecnologia. Diante disso, uma pesquisa norte-americana mostrou que a exposição de crianças à pornografia na internet ocorre, em média, aos 13 anos de idade. Tal fato demonstra o descaso de muitos pais a respeito do conteúdo que os filhos consome na internet e o quão cedo são expostos a esse tipo de informação. Como consequência, o descuido parental eleva significativamente os danos causados pela exposição precoce ao mundo virtual, como o transtornos de atenção  e os vícios comportamentais, que raptam o cérebro dos jovens.


Em segundo plano, políticas educacionais sobre os malefícios do uso exagerado da internet são insuficientes no sistema de ensino brasileiro. Desse modo, de acordo com a pedagoga Maria Teresa Égler, a escola não somente deve ensinar as disciplinas fundamentais, mas também de participar no estabelecimento de padrões de convívio social. Sob essa perspectiva, o sistema de ensino deve também propor formas mais benéficas de interagir com o mundo que nos acerca. Dessa maneira, a falta desse direcionamento educacional, no que tange o uso produtivo e saudável da internet, promove uma população de jovens raptadas por essa superestimulação, superficiais na sua maneira de se relacionar com a realidade palpável.


Diante dos fatos supracitados, faz-se mister que o Ministério da Educação, em conjunto com o Congresso Nacional,  promova a criação de uma campanha educacional direcionadas aos pais e alunos, por meio de PECs, que exponha os malefícios causados pelo consumo exarcebado de redes sociais, jogos e entre outros. Sob esse aspecto, o MEC poderia utilizar-se de pesquisas e descobertas recentes acerca dos impactos neuropsicológicos da rede virtual, além de bibliografia de estudiosos do assunto, como o professor Nicholas Carr. Por conseguinte, é vital também propor substitutos saudáveis como a leitura e a prática desportiva, como forma de amenizar a influência desse ambiente e criar conexões sócioculturais mais profundas. Por meio do que foi exposto, os impactos da internet na inteligência e na psique juvenil poderá ser minimizado e a Geração de Cretinos, proposta por Michel Desmurget, deixará de ser uma previsão real.

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