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Iniciativas para que o esporte seja uma ferramenta de inclusão social

        Os efeitos sociais do esporte enquanto elemento de uma dinâmica cultura popular, reverbera o Período Colonial. Nesse sentido, o domínio do Império Lusitano sob os territórios desencadearam um movimento associativo do esporte entre as populações consideradas civilizadas incluindo, de modo geral, o indigenato das colônias portuguesas. Apresentando-se como um retrato social, é fato que o precedente histórico diverge substancialmente do atual contexto nacional, haja vista que os dilemas da discriminação no âmbito esportivo imperam, respaldado não só pela desnaturalização de processos sociais, mas também pela resistência de estereótipos veiculados em plataformas. Dessarte, para que haja o enfrentamento da intempérie, faz-se necessário avaliar o esporte como ferramenta de inclusão com uma visão criteriosa de enfrentamento.


         Em primeiro lugar, é válido salientar que, em função do senso comum ligado à desnaturalização dos aspectos sociais, indivíduos são inseridos em uma realidade permeada pela intolerância na esfera esportiva. Acerca disso, conforme teorizou o filósofo George Herbert Mead, o homem vive em um mundo de significados, uma vez que, atualmente, devido à construção de grupos sociais oriundos de convicções veiculadas socialmente, uma parte da população tende a ser segregada do pleno acesso ao esporte, a exemplo da inserção das mulheres no futebol, o que edifica um pilar de intolerância acerca daquilo que a sociedade acredita ser errado ou pertinente. Por conseguinte, para uma parcela dos brasileiros, a relevância do esporte como uma ferramenta democrática de inclusão, verossímil ao “Século Lusitano”, se tornam inacessíveis, o que restringe a mobilização da coletividade em seus valores históricos.


     Ademais, verifica-se um forte impacto das imposições sociais no que concerne à efetiva resistência de preconceitos no ambiente desportivo. Nesse âmbito, observa-se que ao longo da revolução tecnicista, os meios de comunicações tradicionais constituíram estereótipos que modularam os ideais da coletividade pós-moderna, fruto de uma sociedade alienada, pouco voltada para aceitação da diversidade cultural. Partindo desse pressuposto, com ínfimos debates a respeito da intolerância racial ou o sexismo amplamente difundido no esporte, os meios de comunicação pouco instigam a visão criteriosa do indivíduo a respeito do acesso democrático ao esporte a qualquer entidade. Tal cenário reforça o ideal do pensador Theodor Adorno, que diz que os meios de difusão informativa são inerentemente perigosos, já que distorcem o mundo impregnando estigmas que o sujeito acredita ser absoluto. Assim, modelos ideais disseminados em plataformas contribuem para a persistência do problema.


      Portanto, diligências são imprescindíveis para reverter tal cenário. Para uma maior conscientização populacional, urge que a Organização das Nações Unidas (ONU) crie, por meio de uma fração de verbas governamentais, campanhas publicitárias nos veículos de comunicação de massa que envolvam argumentos condizentes a discriminação perpetuada no âmbito esportivo, estabelecendo como um evento desse aspecto tem o poder de unir as pessoas por um objetivo em comum. Além do mais, convém que façam uma rede de depoimentos com as figuras influentes do esporte, tolhendo os principais antecedentes da intolerância de gênero e da ameaça generalizada do racismo, para que se desperte a visão criteriosa dos ouvintes, ao mesmo tempo em que se desenvolva sua capacidade empática e permissível à diversidade cultural. Assim, será possível transpassar as barreiras que impedem a implementação do esporte como ferramenta de inclusão social e, além do mais, construir um legado, semelhante ao “Século Lusitano”, que possa efetivar a diversidade coletiva no setor desportivo do século XXI.

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