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Iniciativas para que o esporte seja uma ferramenta de inclusão social

A concepção da prática esportiva nasce como produto de uma manifestação político-religiosa na Antiguidade Clássica. Os gregos utilizavam-na como uma forma de enaltecer suas divindades e reafirmar a posição política das pólis. Atualmente, o esporte desempenha uma função bem mais complexa na sociedade, abrangendo, inclusive, questões de ordem social. Todavia, é importante ressaltar que renegar ao esporte a responsabilidade na promoção da inclusão social é um erro- ele deve ser parte da solução- uma importante ferramenta auxiliar no tratamento do problema.
Nesse sentido, debater a desigualdade social e ações efetivas que combatam suas consequências é um passo decisivo. Enquanto forem mantidas as disparidades socioeconômicas e a falta de oportunização na sociedade o país continuará ostentando elevados índices de violência e enfrentando problemas com o tráfico. Somente a partir da instituição de uma política econômica sustentável, que garanta a geração de emprego e renda ao trabalhador, com um ganho real no salário, poderá se construir uma sociedade mais justa. Nesse cenário, o esporte pode ser utilizado como uma ação complementar, útil no processo de amadurecimento e aprendizagem dos jovens.
Em uma sociedade bem estruturada a prática esportiva é um fator relevante na formação do cidadão, pois nesses locais há possibilidades para o pleno desenvolvimento pessoal. Nos Estados Unidos o esporte é uma forma eficaz de inserção social. Desde de cedo as crianças tomam contato com atividades físicas, as competições são frequentes e aqueles com bom desempenho garantem bolsas em universidades. No Brasil há uma supervalorização do esporte como uma ferramenta de inclusão capaz de resolver todos os problemas. No entanto, sem que as bases sociais sejam sólidas não haverá qualquer efetividade nessas ações, na medida que o progresso individual é freado por circunstâncias externas.
Assim, garantir a diminuição das distinções sociais e entender o esporte como mais uma ferramenta dentro de um amplo espectro é o raciocínio mais correto. Para isso, o Congresso deve aprovar uma agenda de reformas como a tributária e a da previdência. Além disso, o Executivo precisa combater a burocratização do Estado, cortando ministérios e cargos comissionados. Outro ponto, relaciona-se com pesados investimentos em infraestrutura, assim como privatizações e abertura de capital. Todas essas medidas são necessárias para promover o pleno desenvolvimento econômico, possibilitando o crescimento do emprego e a renda do cidadão. Igualmente, o MEC deve incentivar as atividades físicas nas escolas e universidades, congregando esporte, nação e educação em uma só equação. Ademais, é imprescindível a profissionalização do desporto nacional por meio, sobretudo, de uma gestão mais eficiente e maiores investimentos público e privados no desenvolvimento das modalidades. Dessa maneira, de fato, pode-se fomentar a plena inclusão através do esporte.
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