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Indígenas brasileiros na contemporaneidade

Civilização selvagem

No século XIX, a Conferência de Berlim, entre nações europeias imperialistas, dividiu a África em territórios e povos subjugados por essas. Igualmente, no Brasil, os indígenas são alvos da selvageria do mundo "civilizado", ao serem despojados de suas terras e tento a própria identidade negada.

Primordialmente, tais povos são alvos de ataques de latifundiários e mineradores. Conforme denuncia a Fundação Nacional do Índio, nem mesmo a demarcação de reservas, instrumento previsto na Constituição de 88, aplacou o movimento predatório sobre esses locais. Diante disso, em uma ótica capitalista na qual minérios, soja e gados são mais importantes que o modo de vida de um povo, os nativos têm a herança de seus ancestrais desfalcados.

Ademais, além do patrimônio material, nega-se aos silvícolas o direito da auto-identidade. Esses, ao incorporarem elementos da contemporaneidade tecnológica, são vilipendiados, usando-se apelidos ofensivos como "índio de Adidas", mostrando que, para setores etnocêntricos da sociedade, existe um ideal platônico indígena, de caráter imutável. Isso, ao contrário do que apregoava o sociólogo Claude Lévi-Strauss, reforça a falsa dicotomia entre selvagem e civilização.

Logo, diante do exposto, compete a Polícia Federal criar postos nas fronteiras das reservas indígenas, impedindo ação de grileiros. As ONGS, também, cabe a distribuição de panfletos sobre identidade cultural, fortalecendo a auto-identificação. No mais, as escolas devem enfatizar a história pré-colombiana, de modo que a heterogeneidade de formação do Brasil seja escancarada.
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