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Inclusão de autistas no Brasil

A série norte-americana "The Good Doctor", embora seja uma produção ficcional que narra a vida de um médico autista, tece uma crítica a um dos mais graves comportamentos presentes na sociedade: o preconceito. Com efeito, fora da ficção, substancial parcela dos brasileiros se mostra incapaz de promover a inclusão de indivíduos com espectro do autismo, como abordado na narrativa da série, o que representa um sério problema social. Nesse sentido, há de se desconstruir a cultura da indiferença e a negligência do Estado.


A princípio, a falta de empatia impede a inserção de autistas nas atividades sociais. A esse respeito, Simone de Beauvoir - expoente filósofa contemporânea - definiu o conceito de Invisibilidade Social, segundo o qual consiste na forma como um indivíduo é tratado com indiferença pela sociedade. Ocorre que a população brasileira é incapaz de perceber a relevância de incluir o grupo vulnerável, o que faz os autistas sofrerem no cotidiano a ideia denunciada por Beauvoir e sejam marginalizados. Desse modo, enquanto a cultura da indiferença for a regra, a exceção será a inclusão social.


De outra parte, a Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU - estabeleceu que um dos principais direitos de um indivíduo é o tratamento igualitário, que seria fundamental à dignidade humana. Entretanto, a carência de políticas públicas eficazes para a inserção de cidadãos com o espectro de autismo em diversos âmbitos sociais - mercado de trabalho, educação - vai de encontro ao objetivo das Nações Unidas, o que fragiliza a dignidade do grupo e torna a lei internacional uma utopia no Brasil. Assim, enquanto o silêncio do Poder Público se mantiver, o país será obrigado a conviver com um dos mais graves obstáculos para a população autista: a exclusão.


Urge, portanto, que os desafios para a inclusão de autistas deixem de ser realidade no Brasil. Dessa forma, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde deve desconstruir os preconceitos a cerca do espectro, por meio de eventos pedagógicos, como oficinas e palestras, que poderiam se chamar "Inclusão Presente". Essa iniciativa tem a finalidade de garantir que o grupo social seja tratado com dignidade, e assim, a sociedade será, em breve, mais justa, inclusiva e solidária.

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