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Inclusão de autistas no Brasil

A individualidade do autista


            Em 2020, foi sancionada a Lei Romeo Mion, que cria uma carteira de identificação para portadores de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). A medida é fundamental, uma vez que alude à necessidade de inclusão dessa parcela da sociedade. Apesar disso, a desinformação quanto à doença, que carrega um estigma aos seus portadores, e a inexistência de ambientes adaptados às diversas situações de interação nas escolas caracterizam empecilhos à efetiva integração desses cidadãos.


            Inicialmente, é de suma importância ressaltar que a escola é o primeiro ambiente de socialização para com outros indivíduos durante a infância. Para tanto, o ambiente acadêmico deveria atender a cada discente autista de forma a incluí-lo de acordo com as suas necessidades e limitações. Segundo o filósofo Michel Foucault, em sua obra “Vigiar e Punir”, as instituições de ensino massificam o homem, ao preterir sua individualidade. De forma análoga, o ambiente escolar contemporâneo impede a integração de pessoas autistas por não atender às suas demandas próprias: faltam profissionais capacitados, capazes de lidar com as restrições de convivência impostas pela enfermidade e que possam promover adaptações nas salas de aula.


            Outro fator que contribui para a exclusão de pessoas autistas no Brasil é a desinformação, responsável por fomentar um estereótipo negativo em torno da doença. De tal forma, o estabelecimento de estigmas dificulta a compreensão dos outros sobre o problema, culminando na invisibilidade social das pessoas acometidas pela enfermidade. Nesse cenário, mostra-se a importância do exercício da esfera pública na coleta de informações, por meio do Censo, sobre essa população, a fim de direcionar políticas públicas a ela, como proposto pela Lei Romeo.


            Portanto, é de suma importância que o Estado tome medidas para mitigar o impasse. Cabe ao Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, capacitar profissionais que possam lidar com alunos autistas, permitindo-lhes a interação para com as outras crianças no âmbito escolar. Além disso, a pasta deve, em parceria com a mídia, ministrar palestras em ambientes públicos a fim de romper preconceitos acerca da doença, de forma a tornar visível essa parcela da população. Somente assim será possível integrar autistas em sua totalidade na esfera social.

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