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Inclusão de autistas no Brasil

Na série “The good doctor”, é retratada a vida de Shawn Murphy, um jovem médico portador do Transtorno do Espectro Autista (TEA), que enfrentou uma série de preconceitos por conta de sua condição, a qual era mal compreendida pelas pessoas ao seu redor. Da mesma forma que ocorreu com essa personagem, muitos autistas brasileiros sofrem com a falta de inclusão nas mais diversas áreas da sociedade, pois há pouco entendimento dos indivíduos sobre a temática. Por conseguinte, forma-se empecilhos para que parte da população tenha suas garantias legais efetivadas.



A princípio, deve-se ressaltar que os preconceitos presentes na sociedade são resultados de pensamentos equivocados no imaginário coletivo. Isso ocorre porque os indivíduos reproduzem ideias sobre determinado tema, sem reflexão profunda. De acordo com a filosofia kantiana, o “Esclarecimento” vem a partir do ato de “ousar saber”, ou seja, é necessário sair da zona de conforto e buscar refletir além do senso comum. Nesse sentido, uma sociedade, em que há no seu cotidiano visões pré-concebidas sobre os autistas, como exemplificado nos ataques de internautas brasileiros à Greta Thunberg, demonstra que preconceito e ignorância são “duas faces de uma mesma moeda”.



Outrossim, a estigmatização dos autistas é nociva para a concretização de direitos na sociedade. Segundo o art. 5º da Constituição Federal, todos os brasileiros são iguais no desempenho de sua cidadania, sem distinções.  Nisso, ao replicar ideias preconceituosas, as quais ocasionam em práticas como segregação de crianças na escola, ou até mesmo em desconfianças quanto ao trabalho dos adultos autistas, tem-se como resultado a quebra dos direitos de uma porcentagem da população do país, que não é nem mesmo conhecida pelos dados oficiais do país



Portanto, visto que o preconceito contra os autistas é decorrente da falta de conhecimento do assunto, é imprescindível a interferência do Poder Público, para que as desigualdades decorrentes sejam solucionadas. Com este fim, urge que o Ministério da Educação, juntamente com a Associação Brasileira de Autismo, crie um programa nacional de conscientização para ser colocado em prática pelos estados e municípios, nas escolas de nível fundamental I e II. Esse projeto deve capacitar os professores antes do início de cada ano letivo, por meio de oficinas realizadas em escolas escolhidas pela Secretaria de Educação de cada cidade. Os cursos têm  de ser ministrados por profissionais especializados no TEA, os quais proporcionarão aos docentes informações e estratégias para lidarem com a problemática em sala de aula e, assim, mudar a consciência coletiva dos brasileiros quanto ao tema.

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