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Inclusão de autistas no Brasil

''Se puderes olhar, vê. Se puderes ver, repara. '' A frase célebre do autor José Saramago induz a uma reflexão acerca da integração de autistas na sociedade brasileira — tendo em conta, que a temática ainda é pouco discutida, ou seja, quase não é ''vista'' e quando é, é tratada de maneira superficial e/ou com preconceito, logo, pouco ''reparada''. Nesse âmbito, é de suma importância o discorrimento da temática, para que assim, sejam possíveis alternativas para a inclusão do grupo supracitado. 
Em primeiro lugar, convém destacar os fatores que suscitam o preconceito para com as pessoas com autismo. Nesse sentido, o conceito de ''homem'', do filósofo Nietzsche diz que, este, está preso em convenções sociais; estas, que, necessariamente, precisam ser preenchidas por padrões — o homem é, dessa forma, um ser ''normal'', não podendo ser prejudicado por nenhuma particularidade na sua personalidade. Com efeito, o indivíduo portador da doença que o faz ser ''diferente'' dos demais é vítima de piadas, de ofensas e, consequentemente, é excluído do modelo social. 
Além do mais, a falta de representatividade dos cidadãos com falhas de comunicação e interação é enorme. Até o ano de 2019, inclusive, não existia Censo do IBGE para o controle de estatística sobre o autismo — isso mudou, felizmente, após o decreto da Lei 13. 861, que obriga a inclusão de dados sobre a classe. Apesar do visível avanço, ainda é preciso a instituição de tais personalidades em espaços midiáticos e artísticos; visto que a ausência delas, nas séries, nos filmes e nos livros acarreta a perpetuação das convenções sociais, tão discutidas por Nietzsche.
Diante do exposto, nunca foi tão urgente, medidas atenuadoras de tal quadro. Conclui-se, então, que cabe ao Governo, por intermédio de verbas públicas e com auxílio de cineastas, criarem obras (filmes, novelas, documentários, etc.), de modo a expor, verdadeiramente e sem julgamento, personagens autistas. Eles devem, nesse contexto, ser protagonista das cinematografias. Somente assim, poder-se-ia quebrar padrões aprisionante, ser comemorado as diferenças e, finalmente haver, de fato, a participação de pessoas com autismo na identidade nacional. 

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