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Inclusão de autistas no Brasil

Ratificada em 1988, a Constituição Brasileira tem como um dos objetivos fundamentais a promoção do bem-estar de todos, sem preconceitos ou quaisquer outras formas de discriminação, reduzindo as desigualdades. Todavia, hodiernamente, é possível observar obstáculos que dificultam a inclusão de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) no Brasil, em virtude do preconceito da população e de carências no sistema educacional.


De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), estima-se que mais de 2 milhões de brasileiros sejam autistas, representando quase 1% dos habitantes do país. Diante disso, por ser considerado um grupo minoritário, há pouca visibilidade das temáticas que envolvem esse transtorno, o que implica no preconceito generalizado e, consequentemente, na segregação desse arranjo frente ao meio coletivo.


Outrossim, é válido ressaltar a negligência do sistema educativo brasileiro a respeito da introdução de autistas no âmbito pedagógico. Consoante ao sociólogo francês Émile Durkheim, a educação é um fator primordial para a formação de condições físicas e morais que são requeridos pela sociedade. Sob tal ótica, a limitada qualificação de professores e gestores de centros de ensino compromete o desenvolvimento das capacidades de comunicação e de interação social, que são aspectos prejudicados pelo transtorno do espectro autista no indivíduo.


Destarte, para que haja a atenuação dessa conjuntura, é necessário que o Governo Federal promova campanhas de conscientização acerca dos direitos e da importância dos autistas para a nação, por intermédio de uma ampla divulgação midiática, que inclua propagandas televisivas e postagens nas redes sociais, com o intuito de reeducar os brasileiros, estimulando a tolerância e o respeito. Ademais, é fundamental que o Ministério da Educação (MEC) aprimore a capacitação dos profissionais da área pedagógica, através da instituição de cursos complementares focados em estratégias de ensino para autistas, com o propósito de melhorar o desenvolvimento do cidadão e facilitar seu convívio social. Por conseguinte, será possível construir uma comunidade guiada pelos mesmos princípios promulgados pela república em 1988.

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