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Inclusão de autistas no Brasil

Na série americana “The Good Doctor” , o Dr. Shaun - médico portador do Transtorno do Espectro Autista (TEA) – luta diariamente com as dificuldades advindas da convivência dele com a sociedade, sobretudo em seu ambiente de trabalho. Analogamente, fora da ficção, a questão da inclusão de pessoas com autismo apresenta um quadro preocupante, tanto por causa da postura preconceituosa da sociedade, quanto pela ineficiência do estado. Assim, é fundamental analisar ambos os problemas, a fim de que se possa contorna-los.


Mormente, é indubitável a presença do preconceito no cerne dessa problemática. Isso ocorre porque, de acordo com a teoria da coesão social do sociólogo francês Émile Durkheim, a sociedade pune aqueles que são diferentes do padrão. Analogamente, os autistas são frequentemente excluídos do convívio social, sobretudo nas escolas, em virtude das diferenças inerentes aos indivíduos que possuem a síndrome. Tal panorama deturpa o ideal constitucional de igualdade, tendo em vista que as pessoas com tal síndrome são tratadas de forma diferente, mesmo possuindo, em tese, direitos iguais. Desse modo, fica claro que o perverso preconceito da sociedade dificulta a inclusão das pessoas com autismo.


Outrossim, também é fundamental destacar a ausência de acessibilidade como protagonista do imbróglio. Esse quadro se dá pois, a despeito da existência do Estatuto da Pessoa com Deficiência, o qual determina que as instituições devem garantir a inclusão dos indivíduos, muitas escolas não buscam formas de tornar o ambiente mais integrador para os autistas. A título de exemplo, o currículo exacerbadamente engessado das escolas não condiz com o híper-foco, característica da síndrome autista que faz que os portadores se interessem por áreas especificas, ao invés das áreas convencionais. Portanto, é evidente que substancial parte das intuições de ensino são negligentes com as necessidades dos portadores de autismo.


         Destarte, urge que medidas sejam tomadas minar os impactos do preconceito e da falta de acessibilidade na inclusão das pessoas com TEA. Para isso, o MEC, órgão responsável pela formação cidadã dos indivíduos, deve orientar as pessoas sobre as características do transtorno autista, por meio de palestras ministradas por psicólogos voltadas a toda a comunidade, com o intuito de mitigar o preconceito criado pela ignorância. Somente assim, as dificuldades encontradas pelo médico da série permaneceram apenas no mundo fictício.

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