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Inclusão de autistas no Brasil

A filosofia socrática define por "ato" tudo o que se é e por "potência" tudo o que se pode ser. Nesse sentido, devido às dificuldades de inclusão, o autista no Brasil vive em uma ilha de "atos" rodeado por um mar de "potências". Logo, diversas são as causas e consequências dessas dificuldades, das quais certamente se destacam o preconceito e uma perda no mercado financeiro, respectivamente.


O Artigo 3º da Constituição Federal de 1988 traz como um de seus objetivos fundamentais promover uma Federação sem preconceitos, no entanto não é isso que se vê em relação aos autistas no Brasil. Nesse ínterim, a inclusão se torna uma tarefa complexa, uma vez que parte da sociedade, além de não aceitar, tende a tornar a vida do autista mais árdua do que já é. Dessa maneira, o não cumprimento da Constituição restringe severamente as "potências" dessa pequena, porém significativa, parcela da sociedade brasileira.


Diversas são as condições do transtorno do autismo, podendo permitir que o indivíduo portador consiga exercer atividades do cotidiano normalmente - como o trabalho remunerado. Por consequência do preconceito social, a inclusão do autista no mercado de trabalho no Brasil é restrita, e isso implica, segundo o "trade off econômico" da oferta e demanda, uma restrição às "potências" do mercado financeiro, uma vez que o poder de compra do autista geraria uma demanda maior. Em suma, a não inclusão do autista se torna um prejuízo também financeiro.


Dessa forma, uma mudança de pensamento na sociedade e incentivos às empresas é essencial para a inclusão do autista no Brasil. A fim de mitigar a exclusão do autista, o Ministério da Educação deve criar programas de combate ao preconceito juntos às Escolas, por meio de mutirões com palestras – essas palestras devem ser ministradas por psicopedagogos e psicólogos especializados. Em outro plano, o Ministério da Fazenda deve estimular a contratação de autistas pelas empresas, por meio de redução de impostos, objetivando um aquecimento do mercado financeiro. Assim, pelos caminhos da inclusão, todas as "potências" do autista no Brasil poderão se tornar, de fato, "atos".

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