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Impactos do Agronegócio na saúde

No período Neolítico, os seres humanos deixaram de ser nômades e passaram para o sedentarismo, a principal razão para tal mudança de comportamento é explicada pela capacidade de produzir seu próprio alimento. Com o decorrer do tempo, o manejo sobre a produção ficou cada vez mais controlável, principalmente pelo uso de agrotóxicos. No entanto, à medida que o uso desses produtos torna-se crescente, o número de intoxicações e substâncias cancerígenas presentes nos alimentos aumenta igualmente.


De acordo com o Ministério da Saúde, o número de intoxicações no Brasil elevou-se entre os anos de 2015 e 2019.Além disso, a presença de agrotóxicos teve um aumento diretamente proporcional nas propriedades rurais de nosso país, e os casos atrelados às dificuldades respiratórias e contato do produto com a pele é consequência de uma irresponsabilidade do aplicador. Exemplo mais comum de doença respiratória, é a renite alérgica, que interrompe ou dificulta a passagem de ar pelas vias pulmonares, além de causar espirros constantes. Em relação ao contato com substâncias tóxicas, a renite pode agravar-se e até mesmo levar a morte. Dessa forma, com o uso contínuo de agrotóxicos, os números de renites e outras doenças continuará a aumentar.


Ademais, no âmbito alimentício, cresce o número de alimentos que contêm substâncias nocivas. A batata inglesa, por exemplo, é considerada um dos produtos que necessitam de agrotóxicos desde o início de seu plantio, por conta de variadas espécies de pragas que a atingem de forma destrutiva. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), o consumo de água e alimentos contaminados estão entre as principais formas de exposição a produtos químicos cancerígenos. Inúmeros médicos relatam também que a principal causa de doenças relacionadas à pesticidas e inseticidas é dada pelo acúmulo desses produtos no organismo, ou seja, da ingestão diária de alimentos básicos contaminados. Indubitavelmente o combate a toxicidade alimentar é fundamental.


Portanto, à proporção que a produção de agrotóxicos aumenta e causa danos à saúde humana, cabe ao Ministério da Agricultura juntamente com o Ministério da Saúde fazer uma classificação de periculosidade de intoxicação, identificando e proibindo o uso daqueles que forem mais tóxicos. E também é viável a utilização de controles biológicos naturais, como o Parasitoidismo, que insere na produção o predador da espécie praga, matando-a e preservando o alimento, por meio da parceria entre produtores rurais, Secretárias do Meio Ambiente e biólogos, a fim de garantir uma melhor qualidade de vida para a população.

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